O número de mulheres vítimas de vias de fato no contexto da violência doméstica e familiar apresentou aumento expressivo no Acre durante o mês de maio de 2026. Dados divulgados pela Polícia Civil do Acre (PCAC) apontam que foram registrados 40 casos no período, um crescimento de 33,3% em comparação com abril, quando houve 30 ocorrências.
Com os registros de maio, o estado acumula 168 vítimas desse tipo de violência desde o início do ano.
As vias de fato são caracterizadas por agressões que colocam em risco a integridade física da vítima, mas que não chegam a causar lesões aparentes.
Situações como empurrões, puxões de cabelo e outras formas de agressão física sem marcas visíveis estão entre os exemplos mais comuns.
A capital acreana concentrou metade dos casos registrados no mês, com 20 vítimas. No interior, os municípios de Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Xapuri contabilizaram três ocorrências cada. Os dados mostram ainda que a divisão entre capital e interior ficou equilibrada, com 20 registros em cada região.
Entre as áreas de atuação da Polícia Civil, a regional que engloba Rio Branco, Bujari e Porto Acre liderou o número de ocorrências, somando 21 vítimas.
O levantamento também revela o perfil das mulheres atingidas por esse tipo de violência. A maioria das vítimas, 57,5%, se autodeclarou parda, enquanto 27,5% se identificou como preta. A faixa etária mais afetada foi a de 18 a 24 anos, com 12 registros, seguida pelo grupo de 25 a 29 anos, que contabilizou 11 casos.
Outro dado que chama atenção é o período em que as ocorrências foram registradas. Os domingos concentraram o maior número de casos, com 12 registros. Já a tarde foi o turno com mais ocorrências, totalizando 14 casos, superando manhã, noite e madrugada.
Os números reforçam o alerta para a necessidade de ampliar as ações de prevenção, acolhimento e combate à violência contra a mulher em todo o estado.
Com informações: AC24Horas






