Moradores do bairro João Alves, em Cruzeiro do Sul, denunciam dificuldades de mobilidade e acesso a serviços básicos devido à precariedade de um trapiche utilizado por mais de 100 famílias da região.
Segundo o morador Ocilandio Xavier, a estrutura está bastante deteriorada, dificultando a passagem de pedestres, incluindo idosos e pessoas com deficiência visual. Ele afirma que a comunidade já buscou a Prefeitura, que teria informado sobre a execução do serviço, mas que a obra foi adiada inicialmente por conta do período de alagação. Com o fim da cheia, os moradores cobram a retomada da intervenção.
Ainda de acordo com o relato, situações como entrega de gás e atendimento de emergência acabam sendo prejudicadas, já que o acesso de veículos como o Samu é dificultado.

“Aqui tem mais de 100 famílias. No verão ainda dá para passar por cima dos paus, mas no inverno não tem como sair nem entrar”, disse o morador, que também pede melhorias nas bueiras da área, alegando entupimento e agravamento da situação.
Defesa Civil responde
Em resposta, o coordenador da Defesa Civil Municipal, Damasceno Júnior, informou que o município enfrenta uma demanda ampla de construção e recuperação de trapiches em diferentes bairros, não apenas no João Alves.
Segundo ele, já foram executados mais de 200 metros de trapiches em áreas próximas e outras frentes de trabalho seguem em andamento, incluindo regiões como o Remanso e o bairro Telégrafos.

O coordenador destacou que a equipe atua com recursos e pessoal limitados, o que exige definição de prioridades. “Nós temos mapeados vários pontos da cidade e seguimos um cronograma de atendimento”, afirmou.
Ele informou ainda que, nos últimos meses, já foram construídos mais de um quilômetro de trapiches em diferentes comunidades, incluindo atendimentos a pessoas com deficiência, idosos e gestantes.
A Defesa Civil pediu compreensão da população e afirmou que novas frentes de trabalho devem alcançar outras áreas ao longo do período de estiagem.






