Site americano critica Cristiano Ronaldo: “Uma triste sombra do que já foi”

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O desempenho de Cristiano Ronaldo na estreia de Portugal na Copa do Mundo de 2026 rendeu muitas críticas da imprensa internacional. O The Athletic, braço esportivo do jornal americano The New York Times, publicou uma dura análise sobre a atuação do astro no empate em 1 a 1 contra a República Democrática do Congo e afirmou que ele parece uma “sombra do grande jogador que já foi”. O texto também questiona sua permanência entre os titulares da seleção portuguesa.

– É difícil deixar para trás. Especialmente quando sempre há mais uma marca para alcançar. Mais um torneio para disputar. Mil gols na carreira para atingir. E principalmente quando seus contemporâneos e antigos rivais ainda estão fazendo isso. Mas Cristiano Ronaldo não consegue mais. Ou pelo menos não consegue mais em um nível minimamente próximo do exigido por Portugal, uma equipe que, em teoria, está entre as favoritas para vencer a Copa do Mundo – escreve o jornalista Nick Miller.

O texto diz que CR7 passou praticamente despercebido na partida que marcou sua estreia em sua sexta Copa do Mundo, aos 41 anos. O atacante permaneceu em campo durante os 90 minutos, mas deu apenas duas finalizações para fora. Embora o artigo ressalte que não eram chances claras, destaca que “um Ronaldo em seu auge teria aproveitado ambas”. As duas oportunidades surgiram apenas na etapa final.

– Durante pouco mais de uma hora, Ronaldo basicamente não fez nada. Nem era uma questão de estar fazendo as coisas mal; ele simplesmente não as fazia. Era um vazio, um ser teoricamente corpóreo, mas que poderia muito bem ser apenas um vulto, um espírito sem substância. Não houve chutes grotescamente errados, passes terríveis ou falhas escandalosas. Nada que alguém pudesse transformar em uma compilação para publicar nas redes sociais e zombar dele. Nada – diz o texto.

O texto afirma que Ronaldo já não representa uma ameaça real aos adversários e sustenta que até mesmo os rivais percebem essa mudança. Como exemplo, cita a entrevista do meio-campista Ngal’ayel Mukau após a partida. Apesar de tratar em tom respeitoso, o jogador de RD Congo afirmou que a equipe africana não se preocupou em fazer uma marcação especial no português porque ele “não é mais o mesmo de antes” e que “está mais velho”.

Apesar das críticas ao camisa 7, a análise diz que o atacante não é necessariamente o culpado pela situação e torna o técnico Roberto Martínez como alvo. O The Athletic argumenta que o treinador está preso ao passado ao insistir em Cristiano Ronaldo como titular absoluto e ao mantê-lo durante os 90 minutos, mesmo diante de atuações discretas.

texto cita até mesmo a seleção brasileira ao afirmar que a presença de Cristiano Ronaldo no elenco “seria justificável” caso Martínez o utilizasse como uma referência para os demais jogadores, “como Carlo Ancelotti fez com Neymar” – nas palavras do jornalista – , ou ainda como uma opção para momentos de emergência no segundo tempo e especialista em cobranças de pênalti.

– Mas ele (Martínez) continua escalando um jogador de 41 anos que passa a maior parte do tempo caminhando em campo e que não oferece uma ameaça real de gol como referência ofensiva de um dos grupos de pontas e meio-campistas mais talentosos desta Copa do Mundo – afirma o artigo.

O texto também compara a atuação de Cristiano Ronaldo a de outros grandes astros nesta Copa do Mundo. Um dia antes da estreia portuguesa, Erling Haaland marcou dois gols pela Noruega, Kylian Mbappé também fez um doblete pela França e Lionel Messi anotou um hat-trick na vitória da Argentina sobre a Argélia. O cenário fez com que as críticas ao desempenho de CR7 se potencializassem ainda mais.

– Após o apito final, Ronaldo começou a caminhar lentamente em direção ao túnel. Alguns de seus colegas vinham logo atrás, mas foram chamados de volta ao círculo central, de onde a maior parte do elenco de Portugal aplaudiu os torcedores. Não há qualquer sugestão de que ele tenha ignorado deliberadamente seus companheiros e, por consequência, os torcedores. Mas ele simplesmente… já tinha ido embora. Sozinho. Sem utilidade para seus colegas. Como metáfora, não é exatamente algo sutil. Em muitos aspectos, a culpa nem é realmente dele. Mas ele não consegue mais – finaliza o artigo.

Por: GE

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