Bloqueio da BR-364 gera longas filas em Sena Madureira

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Moradores do Segundo Distrito interditaram a rodovia federal para cobrar soluções urgentes do poder público; filas de veículos se estenderam nos dois sentidos da estrada

A manhã desta quinta-feira (11) foi marcada por um cenário de transtornos e tensão na BR-364, em Sena Madureira. Moradores do Segundo Distrito bloquearam um trecho da rodovia federal em protesto contra os problemas enfrentados pela comunidade desde a queda da Ponte Padre Paolino, considerada a principal ligação entre a região e o centro urbano do município.

A manifestação ocorreu no quilômetro 4 da BR-364, no trecho que liga Sena Madureira a Rio Branco. Com a interrupção total do tráfego, dezenas de caminhões, ônibus, carros de passeio e motocicletas ficaram retidos ao longo da estrada, formando extensas filas nos dois sentidos da via. Muitos condutores foram surpreendidos pelo bloqueio e precisaram aguardar por horas sem previsão de liberação.

Os manifestantes afirmam que a medida extrema foi adotada após meses de dificuldades enfrentadas pela população local. Segundo eles, a falta de respostas concretas das autoridades sobre a reconstrução da Ponte Padre Paolino e a precariedade das rotas alternativas tornaram a situação insustentável.

Portando cartazes e reunidos às margens da rodovia, os moradores reivindicaram um posicionamento oficial sobre a reconstrução da ponte, cuja queda comprometeu diretamente a rotina de centenas de famílias. Desde o colapso da estrutura, trabalhadores, estudantes, comerciantes e pacientes que necessitam de atendimento médico enfrentam dificuldades para se deslocar entre o Segundo Distrito e o restante da cidade.

Além da reconstrução da ponte, os manifestantes exigem melhorias emergenciais no Porto da Catraia, que passou a ser utilizado como alternativa para a travessia do Rio Iaco. De acordo com relatos da população, o local apresenta problemas estruturais que dificultam o embarque e desembarque de passageiros, especialmente idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

Outra reivindicação é a recuperação das estradas utilizadas como rotas alternativas após a queda da ponte. Moradores denunciam que vias como a Mário Lobão e a Xiburema apresentam buracos e condições precárias de trafegabilidade, aumentando os riscos de acidentes e dificultando a circulação de ambulâncias, viaturas e demais veículos de serviços essenciais.

O bloqueio da BR-364 rapidamente provocou reflexos no trânsito da região. As filas cresceram ao longo da manhã, afetando o transporte de cargas, passageiros e mercadorias que utilizam a principal rodovia acreana.

Segundo os manifestantes, a interdição da rodovia é uma forma de pressionar o poder público a apresentar medidas efetivas e um cronograma oficial para a reconstrução da Ponte Padre Paolino e para as melhorias nos acessos alternativos. Eles afirmam que a população não pode continuar enfrentando diariamente os prejuízos causados pela falta de infraestrutura adequada.

Até o fechamento desta reportagem, o protesto continuava e não havia previsão para a liberação total da BR-364. Também não havia sido divulgado um posicionamento oficial das autoridades sobre as reivindicações apresentadas pelos moradores.

A mobilização evidencia a crescente insatisfação da comunidade do Segundo Distrito, que cobra respostas rápidas e soluções definitivas para restabelecer a mobilidade e garantir segurança à população que depende diariamente da travessia para acessar serviços, trabalho e educação.

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