O investigado Carlos Daniel Gonçalves da Silva, de 18 anos, que havia fugido durante uma audiência de custódia no Fórum de Mâncio Lima, se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (8), acompanhado de um advogado.
Em depoimento, Carlos Daniel afirmou que fugiu por sofrer de fobia de algemas. Ele deverá passar por uma nova audiência de custódia.
A fuga ocorreu no dia 26 de maio, quando o suspeito pediu para usar o banheiro durante a audiência e aproveitou a oportunidade para escapar. Um vídeo que circulou nas redes sociais registrou o momento em que ele corre pelas ruas da cidade enquanto era perseguido por um policial.
Carlos Daniel é investigado pela morte de Carlos César de Souza da Silva, de 24 anos, assassinato ocorrido na madrugada de 31 de dezembro de 2025, em Mâncio Lima. Segundo as investigações, a vítima dormia com a família quando teve a residência invadida por três homens encapuzados que se passaram por policiais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Carlos César já estava sem vida.
A vítima também possuía antecedentes criminais. Em novembro de 2025, Carlos César foi preso suspeito de matar o próprio primo, Claudemir Cruz Vieira, de 26 anos, durante uma discussão motivada por uma carne de tatu. Na ocasião, ele foi colocado em liberdade para responder ao processo e acabou sendo morto pouco mais de um mês depois.
De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, Carlos César também era investigado por diversos crimes. Na época de sua prisão, o delegado afirmou que ele era acusado de roubos e homicídios registrados na região.
“É acusado de diversos roubos, inclusive homicídios registrados ano passado e outro já este ano. Ele confessou a prática dos roubos e informou os participantes. Com isso, damos uma resposta à população de Mâncio Lima, que vem sofrendo com os constantes assaltos a residências e estabelecimentos comerciais”, declarou o delegado à época.
Segundo a polícia, Carlos Daniel chegou a ser preso após o homicídio, obteve liberdade com monitoramento eletrônico e posteriormente voltou a ser detido por tráfico de drogas. Após a conclusão do inquérito, a autoridade policial representou pela prisão dele pelo crime de homicídio.






