O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, determinou que o estoque de urânio enriquecido do país não poderá ser enviado para o exterior, segundo informações divulgadas pela agência Reuters nesta quinta-feira (21).
A medida foi revelada por duas fontes iranianas de alto escalão sob condição de anonimato e representa um endurecimento da posição de Teerã nas negociações internacionais envolvendo o programa nuclear iraniano.
De acordo com as fontes, o governo iraniano considera que a retirada do material deixaria o país vulnerável diante de possíveis ataques futuros.
“A diretriz do Líder Supremo, e o consenso dentro do governo, é que o estoque de urânio enriquecido não deve sair do país”, afirmaram as autoridades à Reuters.
A decisão pode aumentar as tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos e complicar negociações relacionadas ao conflito entre EUA, Israel e Irã.
Segundo a reportagem, a Casa Branca e o Ministério das Relações Exteriores do Irã não comentaram oficialmente o caso.
Nos últimos dias, autoridades iranianas já haviam sinalizado uma postura mais rígida sobre o tema nuclear. Há pouco mais de uma semana, um porta-voz do Parlamento iraniano afirmou que o país avaliava elevar o enriquecimento de urânio para 90% de pureza caso os Estados Unidos retomassem ataques militares.
Especialistas apontam que esse nível é considerado adequado para produção de armas nucleares. Atualmente, o Irã possui cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, percentual acima do permitido pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que estabelece limites voltados ao uso civil da tecnologia nuclear.
Segundo analistas, o país teria capacidade técnica de elevar rapidamente esse material ao nível de pureza necessário para armamentos nucleares caso decida seguir esse caminho.






