Missão da ONU é atingida em nova onda de ataques russos contra a Ucrânia

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A guerra na Ucrânia voltou a se intensificar nesta quinta-feira (14), após uma nova ofensiva russa em larga escala atingir diversas regiões do país, incluindo a capital Kiev. Os bombardeios deixaram mortos, dezenas de feridos e atingiram diretamente veículos de uma missão humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) na região de Kherson, no sul ucraniano.

Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, a Rússia lançou mais de 650 drones e 56 mísseis durante os ataques realizados ao longo da madrugada. Em Kiev, explosões foram registradas em mais de 20 pontos da cidade, provocando destruição em áreas residenciais e infraestrutura civil.

Equipes de resgate continuavam trabalhando nos escombros de um prédio residencial de nove andares parcialmente destruído pelos bombardeios. O balanço oficial subiu para cinco mortos e cerca de 40 feridos na capital ucraniana.

Veículos da ONU foram atingidos por drones

Um dos episódios mais graves da ofensiva ocorreu na região de Kherson, onde veículos utilizados por uma missão humanitária da ONU foram atingidos duas vezes por drones russos, segundo denunciou Zelensky.

De acordo com o presidente ucraniano, os ataques aconteceram durante uma operação do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

Durante uma missão humanitária em Kherson, os russos atacaram duas vezes um veículo da ONU com drones, afirmou Zelensky em publicação nas redes sociais.

Apesar da gravidade do incidente, nenhuma pessoa ficou ferida. Os integrantes da missão foram retirados da área em segurança.

Imagens divulgadas pelo governador militar de Kherson, Oleksandr Prokoudine, mostram veículos severamente danificados, incluindo um automóvel identificado com os símbolos das Nações Unidas.

Zelensky pede reação internacional

Após os ataques, o presidente ucraniano voltou a cobrar uma resposta mais dura da comunidade internacional contra Moscou.

É necessária uma resposta justa a todos esses bombardeios, declarou Zelensky.

Do outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado 36 drones ucranianos durante a noite, sem comentar diretamente os ataques contra áreas civis e a missão da ONU.

Crise política e escândalo de corrupção agravam cenário

Enquanto o conflito militar se intensifica, a Ucrânia também enfrenta turbulências políticas e institucionais.

O Alto Tribunal Anticorrupção da Ucrânia determinou nesta quinta-feira a prisão de Andriy Yermak, aliado próximo de Zelensky e ex-chefe de gabinete da presidência, acusado de lavagem de dinheiro em um esquema ligado a um empreendimento imobiliário de luxo nos arredores de Kiev.

O tribunal fixou uma fiança superior a 2,5 milhões de euros para que Yermak possa responder ao processo em liberdade até o julgamento definitivo.

Guerra também pressiona países aliados

A instabilidade provocada pela guerra também alcançou aliados da Ucrânia. Na Letônia, a primeira-ministra Evika Silina anunciou sua renúncia após perder apoio dentro da coalizão governista.

A crise política foi agravada pela repercussão da recente incursão de drones ucranianos em território letão, episódio que levou à demissão do ministro da Defesa e ampliou a pressão sobre o governo do país báltico.

Com a escalada militar, tensões diplomáticas e crises políticas paralelas, o conflito entre Rússia e Ucrânia entra em uma nova fase de instabilidade, aumentando o temor internacional sobre o avanço da guerra no leste europeu.

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