Após dois anos de internação, militar acreana em tratamento contra leucemia celebra o Dia das Mães ao lado das filhas

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Após enfrentar dois anos de internações e uma intensa batalha contra a leucemia mieloide aguda, a policial militar acreana Jéssica Moura vive neste domingo (10) um momento especial e cheio de significado: o Dia das Mães ao lado das duas filhas e da família, em Belo Horizonte (MG), onde realiza tratamento de saúde.

Natural de Cruzeiro do Sul, no Acre, a capitã da Polícia Militar está em acompanhamento no Hospital Luxemburgo, do Grupo Mário Penna, e aguarda a compatibilidade de uma medula óssea para realizar um transplante.

Casada com o também capitão da PM Robson Belo, Jéssica é mãe de Beatriz, de 7 anos, e Izabela, de 4. Desde o diagnóstico, a família decidiu permanecer unida em Minas Gerais para acompanhar cada etapa do tratamento.

A descoberta da doença aconteceu em 2024, quando a militar foi aprovada no Curso de Formação de Oficiais Combatentes da Polícia Militar do Acre e enviada pelo governo do Estado para realizar a formação em Minas Gerais. Durante o curso, ela passou mal e recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda.

Após um primeiro tratamento, Jéssica chegou a retornar para Cruzeiro do Sul, mas a doença voltou poucos meses depois. Desde então, ela enfrenta uma nova etapa da luta contra o câncer, marcada por longos períodos de internação e restrições devido à baixa imunidade.

Em vários momentos, a policial precisou ficar afastada das filhas para evitar riscos de infecção. Ainda assim, as visitas semanais das meninas se transformaram em força emocional durante o tratamento.

“É muito difícil passar longos dias no hospital, ainda mais longe dos filhos. Mas as visitas delas me fortaleceram muito. Elas são fontes de vida e me ajudaram a suportar todo esse processo”, relatou Jéssica em um vídeo emocionante divulgado pela família.

A militar também destacou a importância da fé e do apoio familiar durante toda a caminhada.

“Quando recebi o diagnóstico, o sentimento foi de tristeza. Mas coloquei tudo nas mãos de Deus. Eu só pedia que Ele me desse mais dias e a cura para poder cuidar das minhas filhas”, afirmou.

Ela ainda agradeceu o suporte recebido da equipe médica, psicólogos, enfermeiros e profissionais do Instituto Mário Penna.

“Eles se tornaram uma família para mim. Estiveram comigo diariamente durante todo o tratamento”, disse.

Nesta semana, Jéssica recebeu alta temporária para passar o Dia das Mães em casa antes de retornar ao hospital para acompanhamento ambulatorial e transfusões de sangue.

Emocionado, o marido destacou a força da esposa durante a luta contra a doença.

“Seja na nossa casa em Cruzeiro do Sul, no hospital ou aqui em Minas, ela é a melhor mãe do mundo para nossas filhas. Quando estão juntas, tudo se ilumina”, declarou.

Além de policial militar, Jéssica também carrega a tradição da segurança pública na família, sendo filha e sobrinha de policiais militares acreanos.

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