Lula diz a Trump que “não quer guerra” e defende diálogo sobre tarifas comerciais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (8) que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não deseja confronto com o governo norte-americano. A declaração foi feita durante evento em Brasília sobre investimentos no setor de energia e melhorias no programa Luz para Todos.

Lula relatou detalhes da reunião realizada nessa quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. Segundo o presidente brasileiro, o encontro com Trump durou cerca de três horas e teve como foco principal as divergências comerciais entre os dois países.

“Eu disse ao presidente Trump: ‘Eu não quero guerra com você’. Eu sei que você tem o melhor navio do mundo, eu sei que você tem o melhor caça do mundo. Agora é preciso disputar comigo na narrativa, eu quero discutir fatos, eu não quero guerra”, afirmou Lula durante o evento.

O presidente também declarou que Brasil e Estados Unidos criaram um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para discutir questões relacionadas às tarifas comerciais aplicadas entre os dois países.

Segundo Lula, os ministérios da Indústria e Comércio das duas nações irão negociar os números e tentar chegar a um acordo.

“Ontem eu dei 30 dias para que o Ministério da Indústria e do Comércio do Brasil e deles resolvam a situação. Não queremos números de vocês, queremos números exatos. E disse para o Trump que daqui 30 dias a gente volta a conversar”, disse.

Lula afirmou ainda que o Brasil mantém uma relação séria com os Estados Unidos e sinalizou confiança nos próximos passos das negociações comerciais.

Durante o discurso, o presidente também comentou a própria idade e a de Trump, ambos com 80 anos, dizendo que “não brincam em serviço”.

“Nós somos dois homens de 80 anos de idade, e dois homens de 80 anos não brincam em serviço. A natureza é implacável”, declarou.

O chefe do Planalto voltou a defender respeito à soberania brasileira e afirmou que o país não é uma “republiqueta de bananas”.

“Ninguém respeita quem não se respeita. O Brasil tem base intelectual, tecnológica e também tem o que ensinar”, afirmou.

Com informações do Metrópoles

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