Prefeitura inicia retirada de famílias atingidas pela cheia do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul iniciou, na manhã desta terça-feira, 28, a retirada prioritária de famílias atingidas pela cheia do Rio Juruá. Com o nível das águas atingindo a marca de 13,75 metros, o foco das equipes de socorro voltou-se para o deslocamento seguro de moradores para abrigos públicos e residências de familiares, visando garantir a integridade física diante da quinta alagação registrada apenas em 2026.

O processo de remoção já resultou na instalação da primeira família na Escola Padre Arnold, uma das cinco unidades escolares estruturadas para funcionar como abrigo emergencial. Na segunda-feira, 27, outras duas famílias já haviam sido retiradas de suas casas, sendo encaminhadas para as residências de parentes.

Para garantir o suporte necessário, a Secretaria Municipal de Assistência Social mobilizou equipes técnicas para o acompanhamento direto das famílias. Entre as áreas sob monitoramento rigoroso está o bairro do Miritizal, onde 13 famílias indígenas (mais de 100 pessoas) estão sendo acompanhadas e podem ser removidas para a Escola Madre Adelgundes Becker a qualquer momento, caso o nível do rio continue a subir.

Zequinha Lima esteve pessoalmente dialogando com as vítimas de enchente.

Para garantir assistência aos desabrigados, a prefeitura estruturou uma rede de acolhimento focada em oferecer alimentação e segurança, contando com cinco unidades escolares prontas para funcionar como abrigos emergenciais. Entre as escolas preparadas estão a Padre Arnold, que já se encontra em operação para receber os afetados, além das unidades Corazita Negreiros, Thaumaturgo de Azevedo, Chapanhat e Madre Adelgundes Becker.

Monitoramento e segurança

A cheia já afeta diretamente 23.744 pessoas em 29 localidades, incluindo bairros, vilas e áreas rurais. Como medida preventiva para evitar acidentes graves durante a remoção e o isolamento das áreas alagadas, o fornecimento de energia elétrica foi cortado em 17 residências.

O prefeito Zequinha Lima, durante vistoria nas áreas atingidas acompanhado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, reforçou que o monitoramento é permanente. “Já temos bairros afetados, famílias fora de casa e equipes mobilizadas em campo. Nosso trabalho é garantir o suporte necessário para que essas pessoas passem por esse momento com dignidade e segurança”, afirmou o gestor.

A remoção de famílias concentra-se especialmente nos 11 bairros urbanos mais atingidos, como Remanso, Várzea, Miritizal e Beira Rio, além de 15 comunidades rurais e 3 vilas que sofrem com a influência direta do Rio Juruá e de seus afluentes, como o Juruá Mirim e o Rio Liberdade.

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