Na manhã desta terça-feira (28), equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Prefeitura de Cruzeiro do Sul estiveram em campo para vistoriar as áreas afetadas pela nova cheia do Rio Juruá, que já provoca impactos em diversos bairros do município.
De acordo com o prefeito Zequinha Lima, a situação é preocupante e marca a quinta alagação registrada somente neste ano.
“Nós já estamos na quinta alagação esse ano. Estamos com menos de duas semanas que tínhamos cerca de 300 pessoas em abrigo e agora, novamente, o rio volta a subir”, destacou.
O gestor explicou que a elevação do nível das águas está relacionada às cheias registradas em municípios vizinhos, como Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, além dos igarapés que deságuam no Juruá.
Segundo ele, o rio já ultrapassa em quase um metro a cota de transbordo. “Já temos duas famílias retiradas para casas de parentes, 11 bairros atingidos diretamente e comunidades como Florianópolis e Boca do Moa com falta de energia elétrica”, informou.

A prefeitura já mobilizou equipes terrestres e fluviais para monitoramento constante e mantém cinco escolas preparadas para funcionar como abrigos, caso haja necessidade de remoção de famílias.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Damaceno Júnior, ressaltou que o plano de contingência já está em execução desde o início do período de elevação do rio.
“A Defesa Civil está atuando junto com o Corpo de Bombeiros e equipes da assistência social. Nosso plano já estava pronto e vem sendo aplicado desde fevereiro. Hoje teremos equipes por via fluvial e terrestre para retirar famílias que precisarem sair de suas casas”, explicou.
Ele destacou ainda a união entre os órgãos municipais e estaduais no atendimento às famílias atingidas. “Todos estão unindo forças para garantir suporte a quem realmente precisa nesse momento”, completou.
O comandante do Corpo de Bombeiros em Cruzeiro do Sul, Josadaque Cavalcante, alertou para os riscos comuns durante o período de cheia, principalmente em áreas ribeirinhas.
“Com a subida das águas, animais peçonhentos acabam invadindo as residências. É importante manter portas fechadas e atenção redobrada com as crianças”, orientou.
Ele também chamou atenção para o risco de afogamentos. “Muitas casas passam a ter acesso por trapiches, e qualquer descuido pode provocar acidentes, especialmente com crianças”, disse.
As equipes seguem monitorando toda a região, desde áreas mais afastadas até municípios vizinhos, garantindo resposta rápida às ocorrências.
Enquanto o nível do rio continua em elevação, a recomendação das autoridades é que moradores de áreas de risco fiquem atentos aos avisos oficiais e busquem apoio das equipes em caso de necessidade.






