O acreano Jair Santana da Silva, natural de Rodrigues Alves, retornou à cidade na última quarta-feira (23) após seis meses atuando na guerra entre Ucrânia e Rússia. O reencontro com a mãe, Simone, foi marcado por emoção e surpresa.
Agora sargento, Jair apareceu uniformizado no local de trabalho da mãe, levando um buquê de rosas. A cena simbolizou o alívio da família após meses de apreensão com a permanência dele no front.
A estadia no Acre será breve. Em poucos dias, ele deve retornar à Ucrânia para continuar atuando no conflito. Segundo Jair, a decisão de ir para a guerra foi motivada pela busca de propósito e pelo desejo de ajudar. “Quando minha mãe soube, ficou muito preocupada, mas mesmo assim me apoiou”, relatou.
O militar descreveu o reencontro como um momento de gratidão e reflexão. Ele afirma que, após a experiência, passou a valorizar mais a família e a vida simples no interior. “A cidade continua a mesma, mas a forma como eu a vejo mudou. Hoje valorizo muito mais as coisas simples”, disse.
Sobre a rotina no campo de batalha, Jair destacou a alternância entre períodos de calmaria e situações de extrema tensão. Ele relatou ter enfrentado ataques com drones e artilharia, exigindo decisões rápidas e controle emocional. “A gente aprende a se manter focado e seguir em frente. Penso muito na minha família, na minha cidade e na vida que deixei”, afirmou.
O caso chama atenção para a presença de brasileiros em conflitos internacionais e os impactos pessoais enfrentados por quem decide atuar em cenários de guerra.






