Quadrilha de brasileiros é presa nos EUA por golpes de vistos a imigrantes

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Brasileiros são presos na Flórida por suspeita de esquema de fraude contra imigrantes

A polícia do estado da Flórida, nos Estados Unidos, informou na quarta-feira (22) a prisão de quatro brasileiros suspeitos de integrar um esquema criminoso ligado a uma falsa agência de serviços de imigração. O grupo é acusado de atuar de forma organizada em crimes como extorsão, fraude e exercício ilegal da advocacia.

Segundo a delegacia do Condado de Orange, entre os detidos estão Vagner Soares de Almeida, apontado como fundador da empresa, sua esposa Juliana Colucci, além dos associados Ronaldo de Campos e Lucas Felipe Trindade Silva.

As autoridades afirmam que o grupo operava por meio da empresa Legacy Imigra e teria movimentado mais de US$ 20 milhões com o esquema.

Investigação e denúncias

De acordo com o xerife John W. Mina, as investigações começaram em setembro de 2025 após denúncia feita por um advogado da Ordem dos Advogados da Flórida, que relatou o aumento de reclamações envolvendo a empresa.

Segundo as apurações, a organização se apresentava falsamente como especializada em serviços de imigração, induzindo vítimas a acreditar que os envolvidos eram advogados qualificados.

Esquema e prejuízos às vítimas

As autoridades afirmam que o grupo atraía principalmente imigrantes brasileiros em situação irregular. Pelo menos sete vítimas já foram identificadas até o momento, com prejuízos que variam entre US$ 2.500 e US$ 26 mil por pessoa.

De acordo com a polícia, os clientes eram levados a realizar pagamentos sucessivos e tinham seus documentos retidos pela empresa, que exigia novas quantias para devolução dos materiais.

O xerife declarou ainda que o número de vítimas pode ser muito maior, possivelmente chegando a centenas de pessoas.

Acusações

Os brasileiros presos respondem por extorsão, fraude organizada e prática ilegal da advocacia. As autoridades norte-americanas seguem investigando a extensão do esquema e a participação de cada envolvido.

Com informações: CNN

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