Trabalhadores paralisam 100% do transporte coletivo em Rio Branco

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Rio Branco amanheceu nesta quarta-feira, 22, sem ônibus após os motoristas do transporte coletivo decidirem pela paralisação total das atividades. A decisão foi tomada em assembleia da categoria na garagem do pátio, que rejeitou a proposta apresentada pela prefeitura e condicionou o retorno ao trabalho ao pagamento dos salários atrasados.

Durante a reunião com os trabalhadores, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (Progressistas), afirmou que a gestão municipal não irá se eximir de responsabilidades e disse que a prefeitura trabalha para resolver a situação em até 48 horas. Segundo ele, o município já havia definido um cronograma para separar o que é de responsabilidade da prefeitura e o que cabe à empresa, além de uma reunião marcada com a concessionária para buscar uma solução.

“Fiz questão de estar aqui para dizer que a prefeitura não vai se eximir de responsabilidade nenhuma. A gente já tem um cronograma para até hoje, meio-dia, sanar o que é de responsabilidade do município e o que é de responsabilidade da empresa. Hoje a gente já vai ter alguns informes ao longo do dia para que a gente tenha essa garantia de 48 horas e sair com todos os pagamentos que dizem respeito aos trabalhadores solucionados”, afirmou.

Apesar da proposta, os motoristas decidiram manter a paralisação. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre, Antônio Neto, explicou que a prefeitura se comprometeu a efetuar o pagamento até sexta-feira, mas a categoria não aceitou aguardar.

“Nós fizemos uma assembleia agora e tinha a proposta da prefeitura de o pessoal voltar a trabalhar. A prefeitura se comprometeu em fazer o pagamento até sexta-feira, mas a categoria não aceitou. A categoria disse que só vai trabalhar mediante o pagamento do salário”, disse.

Ele destacou ainda que a posição do sindicato era diferente da decisão tomada pelos trabalhadores. Segundo Neto, a orientação da entidade seria manter a circulação mínima prevista em lei, entre 30% e 50% da frota, mas a maioria optou pela paralisação total.

“O sindicato, a posição do sindicato seria voltar dentro da porcentagem legal que manda a lei, que é 30% e 50%. Essa decisão, eu sou solidário com os trabalhadores, mas é uma posição que o sindicato não concorda, porque nós estamos fora da lei. A maioria decidiu que não vai trabalhar, mas o sindicato não pode participar de uma posição 100%, porque a gente sabe o que a lei fala”, afirmou.

Representando a empresa, a administradora Bruna Fernandes, pediu um voto de confiança aos trabalhadores e solicitou a retomada parcial da circulação para não deixar a população sem transporte. Ela argumentou que, caso o pagamento não fosse cumprido até sexta-feira, a paralisação poderia ser retomada.

“Eu gostaria de pedir esse voto de confiança de vocês, para não deixar a população desassistida. Vamos trabalhar, colocar alguns carros na linha para atender a população. Se a prefeitura não honrar até sexta-feira, vocês fazem novamente a paralisação”, disse.

Mesmo com o apelo da empresa e do sindicato, os trabalhadores mantiveram a decisão de paralisação total, deixando o transporte coletivo completamente suspenso na capital acreana.

Com informações Ac24horas

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