O preço do petróleo voltou a subir no mercado internacional, refletindo um cenário em que geopolítica e energia seguem profundamente interligadas. Nesta segunda-feira, os preços avançaram cerca de 6%, impulsionados pela escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã e pela instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o abastecimento global.
O barril do Brent fechou a US$ 95,48, enquanto o WTI avançou para US$ 89,61, revertendo parte das perdas expressivas registradas na última sexta-feira (17). O movimento evidencia a sensibilidade do mercado diante de qualquer sinal de ruptura nas negociações diplomáticas.
A apreensão de um navio iraniano por forças norte-americanas no fim de semana, somada às ameaças de retaliação por parte do Irã, elevou o risco de novos confrontos na região. O episódio enfraquece as expectativas em torno da continuidade do cessar-fogo e lança dúvidas sobre a viabilidade de uma nova rodada de negociações entre os dois países.
Impactos
No centro desse movimento está o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo global. Qualquer ameaça à sua estabilidade tem potencial imediato de impacto nos preços e, por consequência, na inflação global e nos custos logísticos em escala internacional.
O mercado, por ora, opera entre dois vetores: a expectativa de descompressão gradual, caso o diálogo avance, e o risco de escalada, que pode reposicionar rapidamente os preços para patamares mais elevados.
Por: Portalin






