O Acre já contabiliza 18 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026, até a 12ª semana epidemiológica, encerrada em 28 de março. Os dados constam em boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre e revelam uma mudança no perfil das vítimas em relação aos anos anteriores.
Diferente do que foi observado em 2024 e 2025, quando a maior parte dos óbitos estava concentrada entre idosos com 60 anos ou mais, neste ano as mortes atingem principalmente crianças de 0 a 9 anos, com maior incidência na faixa entre 2 e 9 anos.
Apesar dessa mudança, o total de mortes em 2026 é menor quando comparado ao mesmo período dos anos anteriores. Em 2025, foram registrados 52 óbitos, enquanto em 2024 o número chegou a 45.
A distribuição dos casos também chama atenção. O município de Feijó concentra metade das mortes registradas neste ano, com 9 dos 18 óbitos.
Dentro desse cenário, há predominância de casos entre a população indígena na região, que representa 6 das 9 mortes contabilizadas no município.
Os dados reforçam o alerta das autoridades de saúde para a necessidade de atenção redobrada com sintomas respiratórios, especialmente entre crianças, além da importância de medidas preventivas e busca por atendimento médico diante de sinais de agravamento.






