Após meses de espera e dificuldades enfrentadas por pescadores, o pagamento do seguro-defeso começou a ser liberado, trazendo alívio para a categoria em Cruzeiro do Sul e em todo o Acre. A informação foi confirmada pelo advogado da Colônia de Pescadores local, Itamar Silva, que acompanhou de perto a situação ao longo do último ano.
Segundo ele, o atraso na liberação do benefício afetou diretamente trabalhadores que dependem do recurso para sua subsistência durante o período em que a pesca é proibida. “Os pescadores estavam sofrendo, necessitando desse dinheiro, e agora finalmente ele começou a ser liberado”, destacou.
De acordo com o advogado, os pagamentos estão sendo realizados de forma escalonada, por meio de lotes definidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Atualmente, o sétimo lote já está em execução, contemplando diversos pescadores em municípios do Acre, desde Marechal Thaumaturgo até Assis Brasil.
Aqueles que ainda não receberam o benefício deverão ser incluídos nos próximos lotes. Itamar explicou que o processo de liberação não depende diretamente das colônias ou entidades representativas, que atuam apenas na cobrança e defesa dos direitos da categoria.
Em relação aos pagamentos, alguns pescadores poderão receber parcelas acumuladas, enquanto outros terão os valores liberados separadamente. As datas de pagamento podem ser consultadas individualmente por meio do CPF, utilizando a Carteira de Trabalho Digital, o portal Emprega Brasil ou diretamente nas entidades de apoio.
Além do impacto social, a liberação do seguro-defeso também deve movimentar a economia local. Segundo o advogado, a falta do recurso vinha sendo sentida por comerciantes e empresários da região, que relataram queda na circulação de dinheiro.
“Agora a tendência é de aquecimento da economia, já que esse recurso começa a circular novamente”, afirmou.
Apesar do avanço, a categoria segue mobilizada para evitar novos atrasos nos próximos anos. Itamar ressaltou que a questão envolve decisões políticas e destacou a importância da união entre entidades e representantes públicos para garantir que situações semelhantes não voltem a acontecer.
Com informações Ac24horas






