Proposta do Bahrein autorizaria ação naval para reabrir Estreito de Ormuz

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Um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU proposto pelo Bahrein autorizaria países a usar “todos os meios defensivos necessários” para garantir a passagem de trânsito pelo Estreito de Ormuz, caso seja aprovado.

Uma autoridade do Golfo disse que se espera que o Conselho de Segurança vote a proposta do Bahrein nesta sexta-feira (3).

A autoridade afirmou que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e que havia a expectativa de que a Rússia não bloqueasse a resolução. Ele acrescentou que o príncipe herdeiro também deveria conversar com autoridades “relevantes” na China, com a expectativa de que Pequim também não a bloqueie.

O projeto de resolução, condena as ações do Irã como violações do direito internacional e alerta para impactos negativos no comércio internacional, na segurança energética, nas cadeias de suprimento e na economia global.

O texto ressalta que navios e aeronaves têm o direito de passagem de trânsito pelo Estreito de Ormuz, que “não deve ser impedido”.

O projeto autorizaria os Estados-membros, agindo individualmente ou por meio de parcerias navais multinacionais voluntárias que notifiquem previamente o Conselho de Segurança, a usar medidas defensivas no estreito e em águas adjacentes — inclusive dentro das águas territoriais dos Estados costeiros que fazem fronteira com o estreito — para garantir a passagem e dissuadir tentativas de fechar ou obstruir a navegação.

A autorização teria duração de pelo menos seis meses a partir de sua adoção e exigiria relatórios trimestrais dos países participantes.

O projeto também pede que os Estados participantes coordenem suas ações e garantam que as operações estejam em conformidade com o direito internacional humanitário e com as normas internacionais de direitos humanos aplicáveis, respeitando ao mesmo tempo os direitos de navegação de terceiros países.

O texto ressalta ainda que a autorização se aplicaria apenas ao Estreito de Ormuz e não estabeleceria direito internacional consuetudinário.

Por: CNN

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