Deixar a declaração do Imposto de Renda para a última hora — ou simplesmente não entregar — pode trazer consequências que vão muito além de uma simples multa. O atraso pode impactar diretamente a vida financeira do contribuinte, incluindo restrições de crédito e dificuldades em operações bancárias.
A Receita Federal do Brasil iniciou, na última segunda-feira (23), o prazo para envio das declarações de quem recebeu rendimentos acima de R$ 35.584 ao longo de 2025. A expectativa é que cerca de 44 milhões de brasileiros prestem contas ao Fisco neste ano.
Para quem tiver imposto a pagar, existe a possibilidade de parcelamento em até oito vezes, com início das cobranças a partir do mês de maio.
Segundo o advogado tributarista Ricardo Facundo, o atraso na entrega funciona como um custo crescente ao contribuinte. “Existe uma multa mínima de R$ 165,74, que é aplicada inclusive para quem não tem imposto a pagar, mas estava obrigado a declarar. Já para quem possui imposto devido, a penalidade é de 1% ao mês sobre o valor total, podendo chegar ao limite de 20%”, explica.
Ele também alerta que, após 30 dias de atraso, passam a ser cobrados juros com base na taxa Selic, o que aumenta ainda mais o valor final da dívida.
Mas os impactos vão além das cobranças. O especialista destaca que a situação cadastral do CPF pode ser alterada para “Pendente de Regularização”, o que gera uma série de restrições. “Isso pode dificultar o acesso a crédito, impedir financiamentos, abertura de contas e até afetar o score bancário, reduzindo limites ou bloqueando serviços financeiros”, completa.
Diante disso, a orientação é evitar deixar a declaração para depois e manter a situação fiscal em dia para não enfrentar transtornos futuros.
Com informações: R7






