O Acre já contabiliza 17 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras 11 semanas de 2026, segundo dados atualizados até o dia 21 de março, divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
O boletim epidemiológico revela uma mudança importante no perfil da doença no estado. Diferente dos anos anteriores, quando a maioria dos óbitos era registrada entre idosos com mais de 60 anos, em 2026 a maior incidência de mortes passou a ocorrer entre crianças de 2 a 9 anos, acendendo um alerta ainda maior para as autoridades de saúde.
Outro dado que chama atenção é a concentração dos casos em um único município. Feijó lidera o número de mortes, com 9 óbitos registrados até a semana epidemiológica 09, o que representa mais da metade de todas as mortes por SRAG no estado. Desse total, 6 ocorreram entre a população indígena, evidenciando a vulnerabilidade desse grupo.
Os números apontam não apenas uma mudança na faixa etária mais afetada, mas também na distribuição geográfica da doença, indicando a necessidade de estratégias mais direcionadas para conter o avanço dos casos.
A Sesacre também destacou avanços na vigilância epidemiológica, com a intensificação da notificação imediata e ampliação da realização de exames de RT-PCR em pacientes internados, o que tem contribuído para uma identificação mais precisa dos agentes causadores da SRAG.
Diante do cenário, as autoridades reforçam a importância da atenção aos sintomas respiratórios, especialmente em crianças, além da busca rápida por atendimento médico e do fortalecimento das ações de prevenção em todo o estado.






