A cobertura vacinal contra a dengue no Acre segue muito abaixo do esperado em 2026, e a situação é ainda mais preocupante em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado, que apresenta um dos piores índices, especialmente na segunda dose do imunizante.
De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre, até a 10ª semana do ano, o estado atingiu apenas 31,03% de cobertura na primeira dose e 13,43% na segunda dose, evidenciando baixa adesão ao esquema vacinal completo.
Em Cruzeiro do Sul, os números chamam ainda mais atenção: o município alcançou apenas 24,84% na primeira dose e 8,04% na segunda dose, ficando entre os piores desempenhos do Acre. O índice da segunda dose coloca a cidade entre as últimas posições no ranking estadual, atrás inclusive de municípios menores.
Enquanto algumas cidades se destacam positivamente, como Acrelândia (65,23% na 1ª dose e 37,19% na 2ª) e Jordão (64,49% e 34,72%), outras enfrentam dificuldades semelhantes ou até mais críticas. É o caso de Tarauacá, que registra apenas 6,53% na segunda dose, e Porto Acre, com 7,71%.
Mesmo a capital Rio Branco apresenta números baixos, com 24,31% na primeira dose e 8,62% na segunda, reforçando que o problema é generalizado em todo o estado.
O cenário preocupa as autoridades de saúde, principalmente porque a baixa adesão à segunda dose compromete a eficácia da proteção contra a dengue, doença que costuma ter aumento de casos em períodos sazonais.
Diante disso, a Sesacre recomenda intensificar ações como a busca ativa de pessoas que não completaram o esquema vacinal, ampliação do acesso às vacinas e campanhas de conscientização. A integração entre vigilância epidemiológica e atenção básica também é apontada como fundamental para reverter os baixos índices.






