Os casos de violência doméstica seguem em alta no Acre e acendem um alerta preocupante logo nos primeiros meses de 2026. De acordo com dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre, o estado já contabilizou 1.152 ocorrências apenas em janeiro e fevereiro, número superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 905 casos.
O crescimento é evidente já no início do ano. Em janeiro, foram 592 registros, enquanto fevereiro somou 560 ocorrências, mantendo o cenário de violência em patamar elevado.
A capital Rio Branco concentra quase metade dos casos, com 565 registros — o equivalente a 49,05% do total no estado. No entanto, o dado que mais chama atenção no interior é o de Cruzeiro do Sul, que aparece como a cidade com maior número de casos fora da capital, somando 110 ocorrências, o que representa 9,55% de todos os registros.
Na sequência, aparecem Sena Madureira, com 71 casos (6,16%), Tarauacá, com 51 (4,43%), e Feijó, com 47 registros (4,08%).
Quando analisadas por regionais, a região do Baixo Acre lidera com 681 casos, o equivalente a 59,11% do total. Já a regional do Juruá soma 158 ocorrências (13,72%), seguida pelo Alto Acre (120 casos), Tarauacá/Envira (104) e Purus (89).
Os números reforçam que a violência doméstica continua sendo um problema grave e disseminado em todo o estado, atingindo tanto a capital quanto os municípios do interior, com destaque para Cruzeiro do Sul, que lidera os registros fora de Rio Branco.
Especialistas alertam para a importância da denúncia e do fortalecimento das políticas públicas de proteção às vítimas, além da atuação integrada das autoridades para combater esse tipo de crime.






