Cruzeiro do Sul intensifica combate à tuberculose e reforça alerta para sintomas e tratamento

spot_img

Mesmo sendo uma doença prevenível e com tratamento gratuito, a tuberculose ainda preocupa autoridades de saúde. Em Cruzeiro do Sul, a campanha de combate à doença segue intensificada até o fim de março, com ações voltadas à conscientização e diagnóstico precoce.

De acordo com a coordenadora municipal do programa de tuberculose, Clícia Araújo, a mobilização faz parte de um esforço nacional, marcado pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março.

“Essa ainda é uma doença que mata. É uma das que mais mata no Brasil, por isso precisamos reforçar as ações de prevenção e diagnóstico”, destacou.

A abertura da campanha aconteceu na Unidade Básica de Saúde 25 de Agosto, com uma programação que inclui palestras educativas, busca ativa de casos e realização de exames. Entre eles estão o exame de escarro e o teste tuberculínico (PPD), utilizados para identificar a presença da bactéria ou contato com a doença.

Tosse persistente é principal sinal de alerta

Segundo a coordenadora, o principal sintoma que deve chamar atenção é a tosse prolongada.

“A partir de duas a três semanas de tosse, principalmente com secreção ou mesmo seca, a pessoa precisa procurar uma unidade de saúde para investigar”, explicou.

A transmissão ocorre pelo ar, quando uma pessoa infectada, sem tratamento, elimina bacilos ao tossir, falar ou espirrar, podendo contaminar quem convive próximo.

Casos seguem sob controle, mas vigilância continua

Em relação aos números, o município registrou, em 2025, 38 casos de tuberculose em moradores de Cruzeiro do Sul, além de pacientes de cidades vizinhas que buscaram atendimento na rede local, totalizando 63 notificações.

Já em 2026, até o momento, foram confirmados 10 casos, sendo dois de pessoas vindas de outros municípios.

Apesar dos registros, a coordenadora ressalta que não houve óbitos na região no último ano, resultado atribuído ao acompanhamento dos pacientes e à adesão ao tratamento.

Tratamento é gratuito e dura seis meses

Após o diagnóstico, o paciente é encaminhado para a unidade de saúde mais próxima de sua residência, onde inicia o tratamento, que dura no mínimo seis meses.

O acompanhamento é feito por equipes da atenção básica, com apoio de enfermeiros e agentes comunitários de saúde, garantindo que o paciente siga corretamente todas as etapas.

“A gente trabalha para que todos os pacientes sejam curados e não abandonem o tratamento”, reforçou Clícia.

A orientação das autoridades é clara: quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de cura e menor o risco de transmissão.

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS