Dados recentes sobre o monitoramento da floresta amazônica apontam uma redução significativa do desmatamento na região no início de 2026. Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica que, em janeiro, 83 km² de floresta foram derrubados, número 38% menor em comparação aos 113 km² registrados no mês anterior.
Apesar da queda no cenário geral da Amazônia, o Acre seguiu em direção oposta. O estado apresentou crescimento nas áreas degradadas, situação que tem chamado atenção de especialistas e autoridades ambientais.
Acre registra aumento na degradação
Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o Acre acumulou 108 km² de áreas degradadas, o que representa um aumento de aproximadamente 50% em relação ao período anterior. O resultado contrasta com a tendência observada na Amazônia Legal, onde a degradação acumulada apresentou redução de cerca de 93%.
De acordo com análises de pesquisadores, o avanço da degradação no estado pode estar associado principalmente a exploração madeireira e focos localizados de incêndio, práticas que enfraquecem a vegetação mesmo sem provocar o desmatamento total da área.
A pesquisadora Larissa Amorim, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), alerta que o cenário exige atenção contínua das autoridades. Segundo ela, embora o desmatamento tenha apresentado redução na região amazônica, é fundamental reforçar ações de fiscalização e estratégias de prevenção para evitar novos danos à floresta.
Cenário na Amazônia
Nos últimos seis meses analisados, o desmatamento acumulado na Amazônia chegou a 1.195 km², resultado cerca de 41% menor que o registrado no período anterior.
Mesmo com a redução, alguns estados continuam concentrando grande parte das áreas devastadas. Os maiores índices foram observados no Pará, Amazonas e Roraima, responsáveis juntos por 64% do total de desmatamento na região.
O Acre, embora não lidere o ranking, permanece entre os estados que registram maior pressão sobre a floresta, o que reforça a necessidade de políticas ambientais mais eficazes e ações de monitoramento constantes.
Especialistas destacam que os avanços no combate ao desmatamento na Amazônia são importantes, mas ressaltam que casos específicos, como o aumento da degradação no Acre, mostram que a proteção da floresta ainda enfrenta desafios significativos em diferentes pontos da região.






