O novo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, situação que colocou o estado em nível de alerta sanitário. O aumento está relacionado principalmente à circulação do vírus Influenza A, responsável por parte das hospitalizações registradas nas primeiras semanas do ano.
Em Cruzeiro do Sul, segundo maior município do estado, o cenário chama atenção. A cidade aparece entre as que mais registraram casos graves da doença no período analisado, reforçando a necessidade de monitoramento e cuidados com sintomas respiratórios. Dados do levantamento indicam que o município contabilizou 79 registros de SRAG entre as semanas epidemiológicas 1 e 8, ficando atrás apenas da capital, Rio Branco.
O relatório também mostra que, apesar da preocupação com os casos graves, os atendimentos por síndrome gripal, que representam quadros mais leves da doença, apresentaram queda em comparação ao mesmo período do ano passado. Nas quatro unidades sentinelas do estado, foram contabilizadas 2.843 consultas nas primeiras oito semanas de 2026, número inferior ao registrado em 2025, quando houve mais de três mil atendimentos.
Entre os vírus identificados nas amostras analisadas estão Rinovírus, Influenza A em diferentes subtipos e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), além de outros agentes respiratórios que podem causar quadros de gripe e complicações pulmonares.
Já no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave, os números mostram avanço significativo ao longo dos últimos três anos. Enquanto em 2024 foram notificadas 284 ocorrências, o total subiu para 331 em 2025 e chegou a 457 registros em 2026 nas primeiras semanas do ano. Esse crescimento reflete principalmente o aumento das hospitalizações associadas a infecções respiratórias.
Entre os vírus detectados nos pacientes internados estão Influenza A, Vírus Sincicial Respiratório, Rinovírus e SARS-CoV-2, além de outros agentes respiratórios capazes de provocar doenças como pneumonia, bronquite e bronquiolite.
A análise epidemiológica indica que crianças pequenas e idosos continuam sendo os grupos mais vulneráveis às formas graves da doença, especialmente crianças com menos de dois anos e pessoas com mais de 60 anos. Esses grupos apresentam maior risco de evolução de quadros gripais para complicações respiratórias que exigem hospitalização.
Além de Cruzeiro do Sul, outros municípios também apresentaram número relevante de notificações de SRAG no período analisado, como Marechal Thaumaturgo e Feijó. Já cidades como Capixaba, Santa Rosa do Purus e Acrelândia não registraram casos durante as semanas avaliadas no boletim.
Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas, como higiene frequente das mãos, uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios e adoção de cuidados para evitar a transmissão de vírus respiratórios, especialmente em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas.






