Acre é incluído em pacote de R$ 69,5 milhões para recuperação ambiental na Amazônia Legal

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O Acre está entre os estados contemplados em um novo pacote de investimentos destinado à recuperação ambiental da Amazônia Legal. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que divulgaram os projetos selecionados no 4º ciclo do programa Restaura Amazônia.

Ao todo, 11 iniciativas foram aprovadas, somando cerca de R$ 69,5 milhões em investimentos voltados à restauração ecológica e ao fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à recuperação da vegetação nativa. As ações devem permitir a recuperação de aproximadamente 2.877 hectares de áreas prioritárias dentro de Unidades de Conservação distribuídas entre os estados do Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.

A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional que busca ampliar a recomposição de áreas degradadas no país. O objetivo é contribuir para a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê a recuperação de 12 milhões de hectares até 2030.

Além da recomposição ambiental, os projetos aprovados também pretendem estimular atividades econômicas sustentáveis em comunidades da Amazônia, incentivando cadeias produtivas associadas à restauração florestal e à conservação da biodiversidade.

O programa conta ainda com apoio financeiro da Petrobras, que tem direcionado investimentos para iniciativas baseadas na natureza, com foco na proteção ambiental, geração de renda e enfrentamento das mudanças climáticas. A participação da empresa integra sua estratégia de transição energética e de incentivo a soluções sustentáveis.

O anúncio das iniciativas ocorreu durante o workshop “Restauração em Escala – Integração Federativa para a Recuperação da Vegetação Nativa”, realizado em Brasília. O evento reuniu representantes do governo federal, setor produtivo e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de ampliação das ações de recuperação ambiental no país.

Durante o encontro, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que políticas públicas voltadas à restauração da vegetação nativa podem contribuir para conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico, criando novas oportunidades para estados e municípios da Amazônia.

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