Um homem foi preso na noite de quinta-feira (26), na Vila Campinas, zona rural de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, após denúncia de agressão contra a própria mãe.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro de Operações (COPOM) depois que uma denúncia informou que o suspeito estaria praticando violência contra a genitora. Ao chegar ao local, os policiais encontraram familiares tentando conter o homem em via pública. Ele estava apenas de roupas íntimas e apresentava sinais visíveis de embriaguez.
A pessoa que acionou a polícia confirmou a suspeita de agressão, mas pediu que sua identidade fosse preservada. Apesar disso, a suposta vítima negou ter sido agredida. A esposa do conduzido também apresentava marcas na região do pescoço, porém igualmente negou ter sofrido violência.
Por que houve prisão mesmo com a negativa da vítima?
Conforme previsto na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), a ação policial em casos de violência doméstica é pública incondicionada. Isso significa que a prisão e a investigação não dependem exclusivamente da vontade da vítima.
Quando há indícios, denúncia formal e situação de flagrante — como sinais físicos aparentes, testemunhas ou contexto de violência — a autoridade policial pode efetuar a prisão para resguardar a integridade da vítima e evitar novos episódios de agressão, mesmo que posteriormente ela negue os fatos.
Segundo a Polícia Militar, diante das informações repassadas, da situação encontrada e dos indícios observados no local, foi dada voz de prisão ao suspeito. Devido ao estado de embriaguez e para garantir a segurança da equipe e do próprio conduzido, foi necessário o uso de algemas.
O homem foi encaminhado à delegacia e apresentado à autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis.






