Veja cinco pontos do discurso do Estado da União de Donald Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o discurso do Estado da União, um evento anual em que o chefe de Estado americano delineia as prioridades do governo e reforça os feitos até o momento.

Com duração de 1 hora e 47 minutos, o americano bateu seu próprio recorde de discurso anual mais longo ao Congresso desde pelo menos 1964 — recorde que ele mesmo havia estabelecido no ano passado.

Veja cinco pontos do discurso do Estado da União:

Programa nuclear do Irã

Um dos principais pontos da noite foi a fala sobre o Irã, com quem os Estados Unidos estão em crise há alguns meses, incluindo com ameaças de um novo ataque contra o país do Oriente Médio.

Trump acusou o Irã de ser o “patrocinador número um de terrorismo” e afirmou que nunca deixará o país ter uma arma nuclear.

“Eles já desenvolveram mísseis que podem ameaçar a Europa e nossas bases no exterior, e estão trabalhando para construir mísseis que em breve alcançarão os Estados Unidos da América”, alegou.

“Estamos em negociações, eles querem fechar um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘nunca teremos uma arma nuclear'”, adicionou.

O presidente também afirmou que o regime iraniano matou cerca de 32 mil pessoas nos recentes protestos contra a liderança do país.

Trump diz que Venezuela é “amiga e parceira”

Ainda no início do discurso, Trump chamou a Venezuela de “amiga e parceira”.

“Nós acabamos de receber da nossa nova amiga e parceira, Venezuela, mais de 80 milhões de barris de petróleo”, comentou.

As Forças Armadas americanas fizeram uma operação no dia 3 de janeiro que culminou na captura de Nicolás Maduro. Desde então, a presidente interina Delcy Rodríguez tem adotado um tom de aproximação com o governo americano.

Derrubada do tarifaço

Donald Trump também disse que a decisão da Suprema Corte dos EUA de considerar o tarifaço ilegal foi decepcionante.

A fala foi feita em frente a três juízes que votaram contra as tarifas que o presidente americano havia imposto.

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, e os juízes Elena Kagan, Brett Kavanaugh e Amy Coney Barrett estavam no plenário da Câmara dos Representantes. Três desses quatro — Roberts, Kagan e Barrett — votaram contra as tarifas.

Voto por correio

Em outro momento, Trump pediu que as pessoas presentes no Capitólio levantassem se concordassem que o governo americano deve cuidar dos cidadãos do país e não de “imigrantes irregulares”.

Trump foi ovacionado por vários segundos, mas nenhum integrante do Partido Democrata levantou neste momento.

O presidente também pediu que os congressistas aprovem uma lei que obrigue os eleitores a mostrar um documento de identificação. Além disso, pediu o fim do voto por correio.

“Chega de votos por correspondência fraudulentos, exceto em casos de doença, invalidez, serviço militar ou viagens”, comentou.

Trump perdeu a eleição de 2020 para Joe Biden em um cenário em que a pandemia forçou muitos eleitores a votar pelo correio. Durante a contagem, o republicano saiu na frente, mas conforme os votos de correio foram contados, perdeu a liderança e passou a alegar fraude sem apresentar provas.

Imigrantes irregulares

Donald Trump também pediu ao Congresso norte-americano que aprove uma legislação proibindo que os estados emitam carteiras de motorista para fins comerciais para imigrantes irregulares.

O presidente apontou que a lei será batizada em homenagem a Delilah Coleman.

A jovem norte-americana foi atropelada em junho de 2024 por um caminhão. Ela sobreviveu ao acidente, mas sofreu dano cerebral permanente. Delilah e sua família estavam presentes no Capitólio dos EUA para acompanhar o discurso do Estado da União.

Por: CNN

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