Rio Juruá ultrapassa cota de transbordo, mas nenhuma família é retirada de áreas afetadas em Cruzeiro do Sul

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O nível do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul ultrapassou a cota de transbordamento nesta terça-feira (24) e atingiu 13 metros e 17 centímetros. Apesar de alguns bairros já terem sido alcançados pelas águas, nenhuma família precisou ser retirada de casa até o momento, segundo informou a Defesa Civil Municipal.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Cruzeiro do Sul, Damasceno Júnior, a situação está sendo monitorada de forma permanente. “Por enquanto a gente está sem famílias retiradas, sem pessoas desabrigadas. O nosso nível do Rio Juruá está hoje a 13 metros e 17, ultrapassando a nossa cota de transbordamento. Mas ainda deixa as nossas equipes e o Corpo de Bombeiros também bem tranquilas, porque essa cota de transbordamento vem justamente para nos trazer um alerta, para que a gente consiga ficar com os nossos olhos mais atentos a essa subida do Rio Juruá”, afirmou.

Ele explicou que, embora o rio tenha ultrapassado a cota de alerta, o município já está preparado caso seja necessário agir. “Não temos famílias desabrigadas, porém temos todo o nosso plano de contingência, o nosso plano de ação pronto para ser executado. Já temos escolas prontas também para receber essas famílias, se necessário. A gente torce para que o nosso rio Juruá estabilize daqui a pouco e realmente não seja necessário fazer retirada de nenhuma família”, destacou.

Segundo Damasceno, desde a última sexta-feira o nível do rio vem subindo de forma rápida, o que mantém as equipes em atenção. Ele ressaltou que a situação nas cabeceiras influencia diretamente o comportamento das águas em Cruzeiro do Sul. “Hoje Marechal Thaumaturgo apresentou estabilização. Quando isso acontece, a gente se tranquiliza, porque é ele que demanda a nossa expectativa de subida. Se estabilizou lá, a previsão é que daqui a dois ou três dias Cruzeiro do Sul também estabilize e volte a baixar”, explicou.

Entre os bairros já atingidos estão Lagoa, Várzea, Beira Rio, Miritizal de Cima, Miritizal de Baixo, Tapiri e Boca do Moa, áreas que tradicionalmente sofrem com as cheias por estarem localizadas às margens do rio. Conforme a Defesa Civil, muitas dessas famílias já convivem com as enchentes ano após ano e costumam se preparar para esse período.

Apesar da expectativa de que não haja uma cheia de grandes proporções, o coordenador reforçou que a situação pode mudar. “Pode subir ainda um pouco mais, mas nossas expectativas são de que não vai haver uma cheia tão significativa. Porém, tudo pode acontecer. Previsões são apenas previsões, não é nada certo. A natureza tende a nos surpreender a todo momento”, concluiu. Enquanto isso, o monitoramento segue contínuo e, até agora, nenhuma família foi retirada de sua residência.

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