A Polícia Civil do Acre identificou os responsáveis pela criação de perfis falsos em redes sociais utilizados para divulgar um suposto ataque a uma escola no estado. A apuração apontou que as publicações não tinham fundamento real e foram classificadas como conteúdo alarmista, com potencial de causar pânico coletivo.
Segundo a corporação, as contas foram rastreadas após trabalho de investigação que incluiu o monitoramento das redes sociais e o cumprimento de mandados judiciais. Durante a ação, aparelhos celulares foram apreendidos e, conforme os investigadores, teriam sido usados exclusivamente para criar e administrar os perfis responsáveis pela disseminação das falsas ameaças.
A análise preliminar indica que não havia indícios concretos de planejamento de atentado, mas sim a divulgação de informações falsas que geraram preocupação entre estudantes, familiares e profissionais da educação.
Os envolvidos foram conduzidos para prestar esclarecimentos, e os dispositivos recolhidos serão submetidos à perícia técnica. O objetivo é aprofundar a investigação sobre a origem das publicações e verificar se há participação de outras pessoas no caso.
A Polícia Civil destacou que a criação de perfis falsos para anunciar ataques em ambiente escolar pode configurar crimes graves. Dependendo da conduta e da intenção comprovada, os responsáveis podem responder com base na legislação penal, inclusive em dispositivos que tratam de terrorismo.
A corporação reforçou que mantém monitoramento constante de ameaças virtuais e atua em parceria com o Poder Judiciário para garantir rapidez na identificação e responsabilização dos autores.
A recomendação das autoridades é que pais, alunos e profissionais da educação não compartilhem mensagens alarmistas sem confirmação oficial. Em caso de publicações suspeitas, a orientação é procurar imediatamente os canais de denúncia para que o fato seja apurado com agilidade e responsabilidade.






