
Comunidades indígenas do território continental denunciam a situação de abandono enfrentada pelas famílias, marcada pela falta de acesso a serviços básicos como energia elétrica, água potável e educação. Segundo os relatos, os indígenas sofrem com discriminação, preconceito e a ausência de políticas públicas efetivas.
De acordo com as lideranças, documentos já foram encaminhados a diversos órgãos competentes solicitando providências, especialmente em relação ao atendimento da Energisa. A denúncia aponta que o fornecimento de energia estaria sendo negado à comunidade, o que tem causado impactos diretos na sobrevivência das famílias indígenas.
As comunidades afirmam que não há escola dentro do território indígena, obrigando crianças e jovens a se deslocarem para outras localidades em busca de ensino. Além disso, os moradores enfrentam dificuldades no acesso à água potável. A água disponível na região possui alto teor de minerais, o que compromete o consumo humano, e a inexistência de um poço artesiano agrava ainda mais o problema.
Outro ponto crítico é o desperdício da produção agrícola tradicional. Alimentos como açaí, cupuaçu, uvaia, caju, cacau e outras frutas cultivadas pelas famílias indígenas estão sendo perdidos por falta de energia para processamento e armazenamento. Mesmo com pequenos sistemas de energia solar instalados de forma própria, a capacidade é insuficiente para garantir o funcionamento de freezers e equipamentos básicos.
Segundo os indígenas, a implantação de energia limpa e permanente, como a energia fotovoltaica, garantiria melhores condições de vida, fortaleceria a segurança alimentar e permitiria o aproveitamento da produção, hoje desperdiçada.
Por Juruá 24 Horas





