O Centro de Pesquisa Avançada em Ciência e Tecnologia da Universidade de Tóquio, no Japão, anunciou o desenvolvimento de uma vacina considerada promissora para a prevenção da doença causada pelo vírus Nipah. Os primeiros ensaios clínicos em humanos estão previstos para começar em abril, na Bélgica.

Segundo informações divulgadas pela Agência de Notícias do Vietnã, o imunizante utiliza uma tecnologia inovadora que incorpora informações genéticas do vírus Nipah em uma vacina já existente contra o sarampo. Ao ser aplicada, a vacina estimula o organismo a produzir proteínas semelhantes às do vírus, fortalecendo a resposta imunológica e preparando o corpo para combater uma possível infecção.
Resultados positivos em testes com animais
De acordo com a Universidade de Tóquio, a eficácia e a segurança da vacina foram comprovadas em testes pré-clínicos realizados com animais, incluindo hamsters. Com base nesses resultados, a instituição recebeu autorização para avançar para a fase de testes em humanos com uma versão do imunizante que atende aos padrões internacionais de segurança.
A fase inicial dos ensaios será conduzida na Bélgica, em parceria com a Iniciativa Europeia de Vacinas, organização sem fins lucrativos com sede na Alemanha. O principal objetivo dessa etapa é avaliar a segurança da vacina em voluntários saudáveis.
Próximas etapas dos testes
O cronograma do projeto prevê que a fase 2 dos ensaios clínicos seja realizada no segundo semestre de 2027, em Bangladesh. O país foi escolhido por já ter registrado casos do vírus Nipah. Nessa etapa, a vacina será testada em adultos e crianças para confirmar sua eficácia e segurança.
Financiamento e produção
O desenvolvimento do imunizante conta com financiamento do Centro Estratégico Japonês para Pesquisa e Desenvolvimento Avançados (SCARDA), que também apoiará a busca por empresas interessadas na fabricação e futura comercialização da vacina.
Importância da prevenção
A professora Yoneda Misako, da Universidade de Tóquio, destacou a importância do avanço. Segundo ela, atualmente não há medicamentos capazes de reduzir a quantidade do vírus no organismo dos pacientes, o que torna as vacinas fundamentais na prevenção da doença.
Outras pesquisas e alerta internacional
Além da iniciativa japonesa, outras instituições também avançam no desenvolvimento de vacinas contra o vírus Nipah. A Universidade de Oxford, no Reino Unido, iniciou em dezembro de 2025 a fase 2 de seus testes clínicos em Bangladesh, envolvendo cerca de 300 voluntários entre 18 e 55 anos.
Recentemente, a Índia notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre dois casos confirmados no estado de Bengala Ocidental, ambos em profissionais de saúde de um hospital privado. Após a confirmação, mais de 190 pessoas que tiveram contato com os pacientes foram monitoradas, sem registro de novas infecções.
Segundo a OMS, o risco de um surto do vírus Nipah é considerado moderado em nível local e baixo nos níveis nacional, regional e global.
Por: Bacci Notícias






