
A cheia dos rios que cortam o município de Sena Madureira não tem provocado impactos apenas na área urbana. Na zona rural, comunidades ribeirinhas enfrentam uma realidade ainda mais difícil, marcada por perdas materiais, isolamento e falta de assistência imediata.
É o que mostra um morador da região do rio Caeté, que registrou em vídeo o quintal de sua residência tomado pelas águas. As imagens mostram o alagamento da área onde a família mantinha pequenas plantações, comprometendo a produção de subsistência e a principal fonte de alimento dos moradores. Com a elevação do nível do rio, agricultores relatam prejuízos frequentes, como a perda de roçados, hortas e até de animais domésticos, como galinhas e porcos.
A situação se torna ainda mais grave devido à distância das comunidades em relação à sede do município. O difícil acesso e os desafios logísticos dificultam a chegada de ajuda humanitária, assistência social e ações emergenciais por parte do poder público. Em períodos de cheia, o deslocamento depende quase exclusivamente de embarcações, o que limita o atendimento rápido às famílias afetadas.
Moradores da zona rural pedem maior atenção das autoridades, especialmente no reforço da assistência durante o período do inverno amazônico, quando as cheias se tornam recorrentes. Eles destacam a necessidade de apoio com cestas básicas, resgate de animais, além de políticas preventivas que minimizem os impactos das enchentes.
Enquanto o nível dos rios segue elevado, famílias ribeirinhas de Sena Madureira continuam convivendo com a insegurança, os prejuízos e a incerteza sobre quando a situação irá normalizar.
Com informações ContilNet





