O nível do Rio Juruá voltou a subir nas últimas horas e já ultrapassou a cota de alerta em Cruzeiro do Sul. A informação foi confirmada pela Defesa Civil municipal, que mantém monitoramento constante diante do volume elevado de chuvas registrado nos últimos dias em toda a região.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Junior Damaceno, o rio atingiu a marca acima de 11,80 metros, que corresponde à cota de alerta. O cenário atual é reflexo das chuvas intensas que vêm caindo tanto no Vale do Juruá quanto nas áreas mais altas da bacia hidrográfica.
Outro fator que contribui para a elevação do nível do rio é o aumento do volume de água em municípios localizados rio acima, como Marechal Thaumaturgo. Essa água, segundo a Defesa Civil, deve chegar a Cruzeiro do Sul nos próximos dias, o que indica a possibilidade de nova elevação do nível do Juruá, ainda que de forma mais gradual.
A Defesa Civil informou que, pelos próximos três dias, a tendência é de continuidade da subida do rio, embora em ritmo mais moderado. As equipes seguem acompanhando de perto as áreas que podem voltar a ser afetadas, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, para garantir resposta rápida caso haja necessidade de atendimento à população ribeirinha.
Conforme explicado pelo órgão, as chuvas nas cabeceiras do rio, incluindo áreas do Peru, influenciam diretamente no comportamento do Juruá. Nessas regiões, a elevação do nível ocorre de forma rápida, especialmente em localidades como Marechal Thaumaturgo e a região da Foz do Breu. À medida que a água desce em direção ao Vale do Juruá, o nível tende a reduzir, mas sofre influência de outros rios afluentes.
Entre os principais rios que impactam o nível do Juruá estão o rio Tejo, o rio Amônia, o Valparaíso, além das regiões da Foz do Paraná e do rio Mirim. Esses cursos d’água podem contribuir tanto para a elevação quanto para o represamento, dependendo das condições climáticas.
A Defesa Civil reforça que segue em alerta, monitorando diariamente o comportamento do rio e pronta para atuar em caso de necessidade, especialmente nas áreas mais vulneráveis de Cruzeiro do Sul e comunidades ribeirinhas.





