Justiça mantém acusação e leva a júri três réus por morte do jovem João Vitor

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A Justiça do Acre decidiu submeter a júri popular três acusados pela morte de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, assassinado em março de 2025, em Cruzeiro do Sul. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca do município e marca o avanço do processo para a fase de julgamento pelo Tribunal do Júri.

A decisão de pronúncia, assinada na sexta-feira (23) pela juíza Gláucia Gomes, não analisa o mérito da acusação, limitando-se a verificar a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade. Na sentença, a magistrada manteve as qualificadoras do homicídio, entendendo que os elementos reunidos no processo devem ser apreciados pelo Conselho de Sentença, assim como os crimes conexos apontados na denúncia.

Conforme consta na decisão, as provas indicam que um dos réus teria sido responsável por conduzir a vítima até o local onde ocorreu a execução. Em relação aos demais acusados, os indícios apontam que o crime teria sido motivado por um episódio anterior envolvendo o jovem, circunstância considerada determinante para o homicídio.

Ainda segundo os autos, há elementos que demonstram a participação direta de um dos réus no processo decisório que culminou na morte da vítima, inclusive com envolvimento em chamada de vídeo utilizada para transmitir o crime, dentro do contexto conhecido como “tribunal do crime”.

Os três acusados pronunciados permanecem presos. A decisão judicial refere-se ao primeiro núcleo de envolvidos, especialmente aqueles apontados como participantes da motivação do crime e da condução da vítima até os executores. Outros dois processos, relacionados a demais investigados — incluindo suspeitos de participação por meio de videochamada — ainda tramitam e serão analisados separadamente.

Com a pronúncia, inicia-se o prazo legal para a apresentação de recursos por parte do Ministério Público e das defesas. Após o encerramento dessa etapa, será definida a data para a realização do júri popular.

Entenda o caso

O corpo de João Vitor foi encontrado às margens do Rio Juruá, cerca de doze dias após o seu desaparecimento. De acordo com as investigações, o jovem teria sido atraído ao local por uma amiga e, posteriormente, entregue a integrantes de uma organização criminosa. No local da execução, ele foi submetido a um julgamento ilegal, conhecido como “tribunal do crime”, e morto de forma violenta. O homicídio teria ocorrido em local diferente daquele onde o corpo foi localizado.

O processo tramita em segredo de justiça.

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