Uma análise comparativa dos dados financeiros de 2024 e 2025 aponta crescimento no volume total de recursos públicos, tanto no valor previsto em orçamento quanto na quantia efetivamente arrecadada. Os números revelam avanço na capacidade de arrecadação, embora indiquem mudanças importantes na composição das receitas.
De acordo com os dados, o valor orçado passou de R$ 283.663.311,93 em 2024 para R$ 316.061.700,24 em 2025, representando um aumento significativo na previsão orçamentária. Já a arrecadação total também cresceu, saindo de R$ 348.509.141,78 no ano passado para R$ 364.904.955,36 em 2025.
Em ambos os anos, a arrecadação superou o valor inicialmente previsto. Em 2024, a diferença positiva foi de aproximadamente R$ 64,8 milhões. Em 2025, embora o orçamento também tenha sido superado, a margem foi menor, cerca de R$ 48,8 milhões. Outro dado relevante é o crescimento do valor lançado, que passou de R$ 9,4 milhões em 2024 para R$ 10,3 milhões em 2025.


Transferências seguem como principal fonte
As Transferências Correntes permanecem como a principal fonte de receita do ente público. Em 2025, esse tipo de recurso totalizou R$ 306.403.137,97, frente aos R$ 291.442.645,78 arrecadados em 2024. Esses valores incluem repasses de outras esferas governamentais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e transferências do ICMS.
Já a arrecadação direta, composta por Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria, apresentou retração. Em 2024, o montante arrecadado foi de R$ 37.393.671,68, enquanto em 2025 caiu para R$ 34.824.795,92. Apesar da queda, essa continua sendo a segunda maior fonte de recursos. Apenas em 2025, o valor lançado nessa categoria foi de R$ 10.345.989,68.
Receita patrimonial tem maior crescimento proporcional
O maior crescimento proporcional foi registrado na Receita Patrimonial, que saltou de R$ 1.708.595,81 em 2024 para R$ 5.683.209,02 em 2025. Essa categoria inclui rendimentos provenientes da exploração do patrimônio público, como aplicações financeiras, aluguéis, dividendos e concessões.
As Contribuições tiveram leve redução, passando de R$ 14.625.732,58 em 2024 para R$ 14.583.555,23 em 2025. Esse grupo engloba receitas destinadas a finalidades específicas, como contribuições sociais ou de intervenção no domínio econômico.
Em relação às demais fontes, as Outras Receitas Correntes somaram R$ 3.355.739,64 em 2025, enquanto a Receita de Serviços representou a menor parcela da arrecadação, com apenas R$ 54.517,58 no período.
Panorama geral
No total, as Receitas Correntes em 2025 alcançaram R$ 364.904.955,36, superando de forma significativa o valor orçado inicialmente. O cenário indica que o crescimento da arrecadação foi impulsionado principalmente pelas transferências intergovernamentais e pelo desempenho da receita patrimonial. Por outro lado, a queda na arrecadação de impostos e taxas acende um alerta sobre a capacidade de geração de receitas próprias em relação ao ano anterior.





