Autoridades de Bacabal dizem ter varrido toda área de mata atrás de irmãos

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Desaparecidos desde 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), irmãos são procurados há 20 dias por forças estaduais, Exército e Marinha; varredura total da área de mata e do Rio Mearim não encontrou vestígios.


As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam 20 dias, nesta sexta-feira (23), sem que novas pistas sobre o paradeiro das crianças tenham sido encontradas no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão.

Segundo a SSP-MA (Secretaria de Estado da Segurança Pública), toda a área de mata indicada nas investigações já foi minuciosamente varrida, assim como trechos do Rio Mearim, sem a localização de vestígios que levem às crianças.

Desde o desaparecimento, em 4 de janeiro, mais de 500 pessoas atuaram na operação, que reúne forças estaduais, a Prefeitura de Bacabal, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil. As equipes empregaram cães farejadores, aeronaves, drones com sensores termais e equipamentos de imagem em 3D, além de buscas aquáticas e subaquáticas. No Rio Mearim, foram percorridos 19 quilômetros, sendo cinco deles com uso de side scan sonar, tecnologia capaz de mapear o fundo do rio mesmo em águas turvas.

Em coletiva realizada nesta quinta-feira (23), o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que os esforços de busca começaram ainda no primeiro dia do desaparecimento e foram reforçados de forma contínua. Segundo ele, a operação mobilizou unidades especializadas da Polícia Militar, da Polícia Civil, além do apoio posterior do Exército e da Marinha. “A nossa missão é uma missão árdua, mas nós vamos continuar a trabalhar. Trabalhando para localizar essas duas crianças”, declarou.

Conforme explicou o secretário, as equipes já concluíram a varredura completa das áreas de mata e de lago apontadas como prioritárias, sem encontrar pistas materiais que indiquem o paradeiro de Ágatha e Allan. Diante do cenário, as investigações entram agora em uma nova fase, com estratégias mais específicas e foco redobrado na apuração conduzida pela Polícia Civil, sem o descarte de nenhuma hipótese.

As investigações são realizadas por uma comissão especial formada por delegados da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal. Familiares, moradores da comunidade e outras pessoas seguem sendo ouvidos para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

Anderson Kauã, de 8 anos, primo das crianças, localizado com vida em 7 de janeiro em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do último local onde os irmãos foram vistos, também tem colaborado com as investigações.

Após receber alta médica na última terça-feira (20), o menino participou diretamente das buscas, indicando o trajeto que teria percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, próxima às margens do Rio Mearim. A participação ocorreu com acompanhamento psicológico, equipe especializada e autorização judicial, segundo a SSP-MA.

Por: CNN

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