
Da redação Juruá Online
A campanha anual de declaração de rebanho no Acre foi encerrada recentemente e os dados consolidados apontam estabilidade na produção pecuária em nível estadual. Na região do Juruá, no entanto, foi identificada uma leve redução no número de animais declarados, segundo informações do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf).
De acordo com o órgão, a diminuição não indica queda na atividade pecuária regional. O cenário é atribuído, principalmente, ao aumento da exportação de animais vivos para outras regiões e estados, além da elevação no número de abates, impulsionada pelo maior consumo em períodos festivos. O movimento acompanha o contexto nacional, em que o Brasil se mantém entre os maiores produtores de carne bovina do mundo.
O Idaf avalia que o crescimento do consumo interno e externo reflete diretamente na dinâmica do rebanho, com maior saída de animais para abate e comercialização. Esse fluxo é considerado um indicativo de produtividade do setor, e não de retração da atividade no Juruá.

Além da bovinocultura, a campanha também revelou avanço na criação de outras espécies. Houve aumento nos plantéis de suínos e aves, o que, segundo o instituto, demonstra o fortalecimento das ações de sanidade animal no estado. A declaração anual abrange diferentes espécies e é fundamental para que o Idaf tenha um diagnóstico atualizado do rebanho acreano.
O órgão reforça a importância da participação dos produtores no processo. Aqueles que não realizaram a declaração dentro do prazo ou que ainda não possuem cadastro devem procurar a unidade do Idaf em seu município. A atualização cadastral é essencial para o planejamento e a execução das ações de defesa sanitária, especialmente para a manutenção do status sanitário do Acre, que é reconhecido como livre de vacinação contra a febre aftosa.

Com dados atualizados, o Idaf consegue atuar com maior precisão em ações de prevenção e controle de doenças, como a brucelose, cuja vacinação é obrigatória. O instituto destaca que o objetivo do trabalho não é penalizar produtores, mas garantir a sanidade do rebanho, acompanhar a evolução da pecuária e assegurar a sustentabilidade do setor no estado.






