Médicas são presas em Rondônia suspeitas de sequestro, tortura e cárcere privado de boliviana

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Duas médicas foram presas em Rondônia, suspeitas de envolvimento em crimes de sequestro, tortura e cárcere privado contra uma cidadã boliviana, no município de Guajará-Mirim, localizado na fronteira com a Bolívia. As prisões foram realizadas após investigação conduzida pela Polícia Federal.

De acordo com as apurações, a vítima teria sido atraída ao Brasil sob o falso argumento de que receberia um presente destinado ao filho. Ao desembarcar no porto oficial de Guajará-Mirim, ela teria sido abordada pelas suspeitas e levada para um local isolado na zona rural, onde os crimes teriam sido praticados.

As investigações indicam que, após a deflagração da operação policial, em 14 de janeiro, as suspeitas teriam deixado o país, atravessando para a Bolívia, o que dificultou o cumprimento inicial das ordens judiciais. Na ocasião, foram realizadas buscas, mas as médicas não foram localizadas.

A prisão ocorreu no domingo (18), após a continuidade das diligências. Uma das médicas foi capturada em Porto Velho, enquanto a outra se apresentou espontaneamente às autoridades. Ambas foram encaminhadas ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça.

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 1ª Vara de Garantias de Porto Velho, com base no conjunto de provas reunidas ao longo da investigação.

A Polícia Federal informou ainda que outras pessoas podem estar envolvidas no caso e que novas prisões não estão descartadas. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes e identificar todos os responsáveis.

Em caso de condenação, as penas pelos crimes investigados podem ultrapassar dez anos de reclusão, conforme informou a Polícia Federal de Guajará-Mirim.

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