
O Rio Juruá apresentou sinal de vazante nas últimas horas em Cruzeiro do Sul, conforme informações divulgadas nesta quarta-feira (21) pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec). Apesar da redução no nível, o rio ainda permanece acima da cota de transbordo, mantendo o município em estado de atenção.
De acordo com a leitura realizada às 6h, com base em dados do sistema HydroWeb, o nível do rio marcou 13,23 metros, representando uma queda de 23 centímetros em relação ao dia anterior, quando havia atingido 13,46 metros.
Segundo o tenente Rosenildo Pires, subcomandante do 4º Batalhão de Proteção do Sul, a vazante já vinha sendo registrada desde o dia 17 de janeiro em importantes afluentes do Juruá, como os rios Breu, em Marechal Thaumaturgo e em áreas do município de Porto Walter, o que refletiu diretamente na redução do nível em Cruzeiro do Sul.
“Estamos em um período de oscilação típico do mês de janeiro, com dias de vazante intercalados com possíveis elevações do nível do rio”, explicou o subcomandante.
Chuvas podem provocar nova elevação
Apesar do cenário momentaneamente favorável, a previsão climática exige cautela. Conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), entre os dias 21 e 27 de janeiro, a expectativa é de chuvas entre 50 e 100 milímetros, com anomalia positiva que pode elevar esse volume em até 45 milímetros, principalmente nas áreas de cabeceira.
Caso essas chuvas se concentrem nos afluentes do Juruá, o rio pode voltar a subir e, novamente, atingir ou ultrapassar níveis críticos.
Situação dos bairros e famílias
Em Cruzeiro do Sul, a água chegou a atingir 11 bairros, porém, segundo a Defesa Civil, nenhuma família precisou ser removida até o momento. O tenente Rosenildo explicou que a retirada preventiva de moradores só ocorre quando o nível do rio ultrapassa 13,50 a 13,60 metros, patamar que não foi alcançado.
A cota de alerta do Rio Juruá é de 11,80 metros, enquanto a cota de transbordo é de 13,00 metros. Mesmo com a vazante registrada, o nível atual ainda se mantém acima desse limite.
As equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e demais órgãos seguem monitorando o comportamento do rio e orientando a população ribeirinha quanto a possíveis mudanças no cenário.





