A comercialização de pescado no Mercado do Peixe de Cruzeiro do Sul apresentou crescimento em 2025 e superou o volume registrado em 2024, alcançando cerca de 400 toneladas vendidas ao longo do ano. O aumento representa um acréscimo estimado entre 2 e 2,5 toneladas em comparação com o ano anterior.

De acordo com Francisco Valdecir, responsável pelo Mercado do Peixe, o resultado é considerado significativo e está diretamente ligado ao avanço da piscicultura, que passou a responder pela maior parte do pescado comercializado. “Esse ano a gente ultrapassou o ano de 2024. Acho significativo, porque tivemos um grande aumento no peixe da piscicultura, que acabou superando o peixe de origem da natureza, e isso refletiu nesse crescimento de 2 a 2,5 toneladas a mais em 2025”, explicou.
Segundo Valdecir, a menor oferta de peixe de rio não está associada à ausência do recurso natural, mas a fatores que levaram pescadores a reduzirem temporariamente a atividade. “Não é porque não tenha peixe da natureza, é porque alguns fatores contribuíram para os pescadores darem uma parada de pescar, e com isso houve uma diminuição desse tipo de pescado”, afirmou.

Atualmente, a oferta no mercado é dominada por espécies criadas em viveiros. “Hoje, o que predomina é o peixe da piscicultura. Temos tambaqui, matrinxã, pirapitinga, piau e bastante diassídio. Peixe do rio aparece em pouca quantidade, como jundiá, mocinha e alguns peixinhos pretos”, relatou.
O desempenho consolida 2025 como um ano de crescimento na comercialização de pescado em Cruzeiro do Sul, com destaque para a superação dos números de 2024 e para a importância da piscicultura no abastecimento do mercado local.






