Uma bebê de apenas sete meses, internada no Hospital da Criança, em Rio Branco, após denúncias de maus-tratos, negligência e abandono no município de Xapuri, segue apresentando evolução positiva no quadro de saúde. A informação foi confirmada por familiares, que acompanham de perto o tratamento da criança.

O caso ganhou repercussão após parentes procurarem a imprensa e órgãos de proteção para relatar falhas recorrentes nos cuidados prestados à bebê e a outros dois irmãos, de 2 e 4 anos. A criança foi internada em estado grave e diagnosticada com Enterocolite Necrosante (ECN), uma infecção intestinal considerada séria, especialmente em bebês.
De acordo com Melque Catrine Sousa dos Santos, tia paterna da bebê, houve melhora significativa nos últimos dias, embora ainda não exista previsão de alta médica. Ela explicou que a equipe enfrentou dificuldades com os acessos venosos para a administração de medicamentos, o que levou à mudança da conduta médica.“Como não foi possível manter os acessos no braço e no pé, os médicos decidiram administrar os medicamentos por via oral. Apesar da preocupação inicial, ela está reagindo bem, se alimentando e tomando os remédios corretamente”, relatou a familiar.
Segundo a família, o estado geral da criança tem evoluído de forma satisfatória. Feridas que haviam sido observadas na região do pescoço estão em processo de cicatrização, o inchaço corporal reduziu e os exames laboratoriais indicam estabilidade. O uso de antibióticos continua para combater infecções associadas ao quadro intestinal.
Outro aspecto apontado pelos familiares diz respeito à situação vacinal da bebê. Conforme relatado, a criança teria recebido apenas as vacinas aplicadas ao nascer, com a caderneta praticamente sem registros posteriores. A situação foi comunicada à equipe médica, que deve avaliar a atualização do calendário vacinal após a conclusão do tratamento atual.
A bebê permanece internada para acompanhamento da resposta à nova forma de medicação. Enquanto isso, o caso reacende discussões sobre a atuação dos órgãos de proteção à infância. Familiares afirmam que buscaram ajuda do Conselho Tutelar em outras ocasiões, mas alegam que não houve intervenções efetivas para garantir a segurança das crianças.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes, enquanto a família reforça o apelo para que medidas sejam adotadas visando a proteção integral dos menores.
Com informações: Portal Acre






