O Acre encerrou os últimos cinco anos mantendo saldo positivo na geração de empregos formais, mas os números mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam uma perda gradual de fôlego no mercado de trabalho estadual. Os dados apontam que 2025 registrou o pior desempenho desde 2020, ano fortemente impactado pela pandemia da Covid-19, acendendo um sinal de alerta para 2026.

Mesmo em meio à crise sanitária, em 2020 o estado conseguiu criar 2.604 vagas com carteira assinada, impulsionado principalmente pelos setores de Serviços e Comércio, que sustentaram o resultado positivo naquele período de instabilidade econômica.
O ano seguinte marcou o auge da recuperação. Em 2021, o Acre alcançou o melhor saldo da série recente, com a criação de 8.033 empregos formais. O crescimento foi puxado, novamente, pelos Serviços, Comércio e pela Construção Civil, refletindo a retomada das atividades após as restrições impostas pela pandemia.
Em 2022, apesar de ainda apresentar um saldo expressivo de 7.601 vagas, os dados já indicavam desaceleração. O avanço passou a depender de menos setores, enquanto a Indústria praticamente não avançou, com geração mínima de postos de trabalho.
A perda de ritmo ficou mais evidente em 2024. Embora o estado tenha fechado o ano com saldo positivo de 6.688 empregos, o resultado representou nova retração na comparação com anos anteriores. Um dos destaques negativos foi a Agropecuária, que registrou saldo negativo, sinalizando dificuldades em um setor historicamente importante para a economia acreana, inclusive na região do Juruá.
2025 tem pior resultado desde a pandemia
O cenário mais preocupante aparece em 2025. O Acre criou apenas 5.482 empregos formais, o menor saldo dos últimos cinco anos, desconsiderando 2020. O desempenho confirma uma trajetória contínua de enfraquecimento do mercado de trabalho, com queda na capacidade de geração de vagas fora do setor de serviços.
Mesmo concentrando a maior parte das novas contratações, o setor de Serviços apresentou crescimento limitado, enquanto o Comércio perdeu força em relação aos anos anteriores. A Indústria e a Construção Civil também tiveram participação modesta na criação de empregos, reforçando o desafio de diversificar a economia.
Para municípios do interior e da região do Juruá, onde o dinamismo econômico depende fortemente do comércio, serviços e atividades produtivas locais, os dados reforçam a necessidade de políticas que estimulem novos investimentos e ampliem as oportunidades de emprego nos próximos anos.
Com informações: AC 24 Horas






