
A Escola Plácido de Castro realizou a certificação de internos que concluíram mais uma etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), juntamente com a formação profissional no curso de mecânica de refrigeração e climatização residencial, ofertado por meio de parcerias institucionais. Ao todo, 14 alunos privados de liberdade receberam certificação, marcando um momento considerado histórico dentro da unidade.
De acordo com a gestora da escola, Eliete Costa, a iniciativa representa um avanço significativo no processo educacional dentro do sistema prisional. “Hoje nós estamos finalizando mais uma etapa da nossa turma de EJA e, juntamente com essa conclusão, estamos fazendo a certificação de 14 alunos que participaram do curso de mecânica de refrigeração e climatização residencial”, afirmou. Ela destacou ainda a importância da qualificação profissional: “É muito importante esses alunos saírem daqui com uma profissão, para que não fiquem ociosos e possam trabalhar e ajudar suas famílias”.
A coordenadora do setor técnico, Vanila Pinheiro, ressaltou o papel da educação como ferramenta de ressocialização. “A gente acredita muito no poder da ressocialização através da educação. Esse curso vem demonstrando mais um passo que estamos oferecendo para esses reeducandos na saída do sistema prisional, com uma oportunidade concreta de trabalho”, explicou. Segundo ela, esta é a primeira vez que um curso profissionalizante é integrado diretamente à grade curricular da EJA.
Para os alunos, a formação representa novas perspectivas. Um dos internos certificados destacou a importância da qualificação para a reconstrução da vida fora do sistema prisional. “Esse curso de profissionalização do IEPTEC, que é técnico de refrigeração e climatização em residência, nos proporciona uma porta né, uma porta aberta de emprego que nós possamos sair desse lugar e se profissionalizar e nunca mais voltar para esse lugar.”, disse. Ele relatou ainda que, apesar de já ter experiência profissional, a nova formação amplia suas possibilidades: “Abre mais portas de emprego e melhora ainda mais a nossa renda e a vida da nossa família”.
O coordenador pedagógico do SEFLORA, Paulo Silva, enfatizou que o objetivo da parceria é ampliar as chances de inserção no mercado de trabalho. “A finalidade do curso é fazer com que os alunos tenham mais possibilidade de ingressar no mercado, colocando em prática as competências e habilidades adquiridas durante o período de formação”, afirmou, classificando a conclusão da turma como “satisfatória e gratificante”.
Responsável pelas aulas práticas, o professor Antônio Ernildo destacou o empenho dos alunos durante os cerca de seis meses de curso. “Eles se esforçaram, conseguiram concluir com praticamente 100% da turma, todos estão aptos a trabalhar e prestar serviço. Foi um prazer fazer parte disso, apesar das dificuldades, sempre com respeito, educação e foco”, declarou.
Já o coordenador da EJA, José Adriano, reforçou o impacto social da iniciativa. “a EJA está oferecendo isso, uma oportunidade para que esses reeducandos possam lá fora ter oportunidade de trabalho e galgar em coisas diferentes, terem um rumo diferente em suas vidas”, concluiu.
A conclusão dessa etapa reafirma a educação como um instrumento essencial de transformação social dentro do sistema prisional, ao unir escolarização e qualificação profissional como caminhos reais para a ressocialização. A certificação dos alunos demonstra que, por meio de parcerias e do compromisso das instituições envolvidas, é possível oferecer oportunidades concretas de reinserção no mercado de trabalho, reduzir a reincidência criminal e permitir que esses reeducandos construam novas perspectivas de vida ao retornarem à sociedade.





