Acre está entre os estados com menor acesso à internet no país, aponta levantamento do IBGE

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Apesar do crescimento contínuo do uso de tecnologias digitais no Brasil, o Acre segue entre os estados com menor percentual de acesso à internet, conforme dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em informações coletadas entre 2013 e 2024.

De acordo com a PNAD Contínua, no módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), 82% da população acreana com 10 anos ou mais utilizou a internet ao menos uma vez nos três meses anteriores à pesquisa realizada em 2024. O percentual coloca o estado entre os três piores desempenhos do país, ao lado do Maranhão e do Amazonas. Em contrapartida, o Distrito Federal, Goiás e Rondônia aparecem nas primeiras posições do ranking nacional, com índices superiores a 93%.

Em âmbito nacional, o levantamento mostra que o acesso à internet segue em trajetória de expansão. Em 2024, 89,2% da população brasileira com 10 anos ou mais, o equivalente a 165,1 milhões de pessoas, estava conectada. Em 2016, esse percentual era de 66%, o que evidencia um avanço expressivo ao longo dos últimos anos.

O telefone celular se consolidou como o principal meio de conexão, sendo utilizado por quase a totalidade dos internautas brasileiros. O uso da televisão para acessar a internet também cresceu de forma significativa, enquanto computadores e tablets perderam espaço ao longo da série histórica.

A pesquisa aponta ainda que 88,9% dos brasileiros possuíam celular para uso pessoal em 2024, com maior presença entre mulheres, pessoas brancas, adultos de 30 a 59 anos e indivíduos com ensino superior completo.

No que se refere às atividades realizadas pela internet, o consumo de vídeos, séries e filmes lidera as preferências, seguido pelo acesso a músicas, rádios e podcasts. A leitura de notícias, livros e revistas também figura entre as principais finalidades, enquanto os jogos aparecem com maior destaque entre crianças e adolescentes.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o uso da internet é mais intenso em praticamente todas as atividades analisadas. Já o hábito de jogar é mais frequente na faixa etária de 10 a 14 anos e apresenta maior incidência entre o público masculino.

Os dados evidenciam que, embora o Brasil tenha avançado na digitalização, desigualdades regionais e sociais ainda persistem, com o Acre enfrentando desafios significativos para ampliar o acesso à internet e, consequentemente, às oportunidades culturais e informacionais mediadas pelo ambiente digital.

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