Projeto Fronteiras da Amazônia chega a Cruzeiro do Sul para debater desenvolvimento sustentável e inclusão social

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Redação Juruá Online

O projeto Fronteiras da Amazônia – Arco Norte e Rondônia, uma iniciativa do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, chegou a Cruzeiro do Sul nesta semana com o objetivo de discutir estratégias de desenvolvimento para os municípios da região de fronteira. A ação é conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial e reúne representantes de governos estaduais, municipais e organizações da sociedade civil.

Durante as oficinas de planejamento territorial, foram debatidos os principais eixos do projeto, que incluem ordenamento territorial, regularização fundiária, gestão ambiental e climática, infraestrutura, fomento a atividades produtivas sustentáveis, inclusão social, povos indígenas e integração regional com foco em migração e segurança.

Segundo Jéssica Lorrana, coordenadora da iniciativa, a proposta é levantar diagnósticos e prioridades de ação em parceria com os estados que compõem o chamado Arco Norte da fronteira, que vai do Amapá ao Acre, incluindo também Rondônia. “A ideia é alinhar entendimentos sobre as potencialidades das fronteiras e discutir prioridades de ação para que sejam levadas ao governo federal, pensando não apenas na questão econômica, mas também na inclusão social e na preservação ambiental”, destacou.

Um dos desafios apresentados no encontro foi o isolamento logístico de municípios como Jordão. O prefeito Naldo Ribeiro ressaltou que, em períodos de estiagem, a baixa do rio dificulta a chegada de insumos, afetando diretamente a população. “Costumo dizer que Jordão tem uma das piores logísticas do estado. Hoje, nosso principal desafio é garantir uma via de acesso terrestre para romper o isolamento. Nossa população, formada em 45% por indígenas, sofre muito nesse período”, afirmou.

A novidade desta edição foi a participação da Secretaria de Segurança do Estado. O diretor operacional da SEJUSP, coronel Atahualpa Ribera, destacou a relevância do envolvimento das forças de segurança no debate sobre desenvolvimento regional. Ele apresentou dados recentes, como a redução de 12,5% nos casos de feminicídio no Acre, resultado de ações preventivas. “Esses índices são fruto de um trabalho coletivo entre Polícia Militar, Polícia Civil e demais órgãos. Muitas vezes, não conseguimos reprimir um crime dentro de uma residência, mas a informação cumpre esse papel preventivo, chegando às escolas e aos ambientes de trabalho”, explicou.

Com a finalização das atividades no Acre e em Tabatinga (AM), os resultados do projeto serão levados ao governo federal para a elaboração de um plano de desenvolvimento e integração da faixa de fronteira, buscando soluções que conciliem crescimento econômico, proteção social e preservação ambiental.

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