
Redação Juruá Online
Após três dias de intensa programação, foi encerrado nesta quarta-feira (3), na base do Ciopaer, em Cruzeiro do Sul, o curso de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Tático promovido pelo Ministério da Justiça. A iniciativa, inédita no Vale do Juruá, reuniu 40 agentes de segurança, entre policiais militares, civis, bombeiros militares e policiais penais do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
O treinamento, iniciado na última segunda-feira (1º), teve carga horária de 30 horas e contou com instrutores de diversos estados do país. O objetivo foi nivelar os conhecimentos técnicos dos profissionais locais com os de outras regiões, especialmente em procedimentos voltados ao atendimento de agentes feridos em situações de confronto.
Segundo o instrutor do Ministério da Justiça, Daniel Barbosa Magliano, o curso mesclou teoria e prática, com foco no controle de sangramento e em técnicas de autoatendimento.”Foram trabalhadas oficinas de atendimento ao policial ferido, simulações em áreas urbanas, fluviais e até com apoio aéreo. O foco é garantir que o agente de segurança tenha condições de prestar os primeiros cuidados a si mesmo ou a um colega em situação de risco”, explicou.

O tenente Fabrício Machado, do Corpo de Bombeiros Militar, destacou que a capacitação trouxe técnicas atualizadas e adaptadas à realidade da região. “O curso foi de grande valia. Tivemos instruções em patrulhas, evacuação em área de confronto e até procedimentos em aeronaves. Além disso, cada participante recebeu um kit de APH tático completo, incluindo torniquete e bandagens “, ressaltou.

Para os profissionais que atuam diretamente em localidades de difícil acesso, como destacou a policial civil Tainan Lima da Costa, a capacitação pode ser determinante para salvar vidas. “Muitas vezes estamos em ramais ou rios, longe do socorro imediato. O que aprendemos aqui nos permite oferecer uma sobrevida a colegas ou até a nós mesmos, até que o atendimento hospitalar seja possível. É um conhecimento que também pode ser aplicado até mesmo em situações domésticas”, afirmou.

O curso faz parte de uma série de formações promovidas pelo Ministério da Justiça em regiões estratégicas do país, com atenção especial à Amazônia, onde as distâncias e a falta de acesso a serviços médicos de urgência tornam a capacitação ainda mais essencial.






