Festival Atsá Puyanawa reúne mais de 8 mil pessoas e reforça resistência cultural e espiritual dos povos indígenas no Acre

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Com mais de 8 mil participantes ao longo de seis dias de intensa programação, o Festival Atsá Puyanawa, realizado nas aldeias Barão e Ipiranga, em Mâncio Lima, chegou ao fim na última quarta-feira, 23, consolidando-se como uma das maiores celebrações culturais e espirituais da Amazônia.

O encerramento do evento contou com a presença do governador Gladson Cameli, que destacou o compromisso do Estado com os povos originários. Durante a cerimônia, Cameli reafirmou a importância da preservação da floresta, da cultura e da vida, elementos diretamente ligados ao bem-estar coletivo. O chefe do Executivo também relembrou a criação da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas e o fortalecimento do calendário oficial dos festivais indígenas no Acre.

Realizado entre os dias 18 e 23 de julho, o festival atraiu aproximadamente 2.000 visitantes entre turistas, convidados e apoiadores, além dos milhares de moradores locais. A programação exaltou a macaxeira — símbolo de sustento e tradição para o povo Puyanawa — como base econômica e cultural, e ofereceu experiências ligadas à culinária ancestral, espiritualidade, crenças, saberes milenares e rituais de cura.

O cacique Joel Puyanawa, liderança da aldeia anfitriã, celebrou o sucesso do evento e destacou o festival como um ato de resistência, reconhecimento dos direitos indígenas e espaço essencial para o diálogo com o poder público. “Estimamos que mais de 8 mil pessoas passaram pelo festival, o que mostra o respeito e o interesse pela nossa cultura”, afirmou.

Também prestigiaram o evento o prefeito de Mâncio Lima, Zé Luiz, secretários estaduais, deputados, empresários e lideranças locais. O secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, classificou os Puyanawa como referência do turismo indígena no Acre, reforçando que a cultura dos povos originários é um dos principais cartões-postais do estado.

Criado em 2017, o Festival Atsá Puyanawa chegou à sua sétima edição como um marco de valorização da identidade indígena, fortalecendo a preservação cultural, espiritual, ambiental e econômica da etnia. O evento se projeta como modelo de etnoturismo sustentável e símbolo da resistência dos povos da floresta.

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