Caso suspeito de sarampo é descartado em Cruzeiro do Sul, mas autoridades reforçam alerta para vacinação

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Por Erika Drumond (Portal Fiocruz)

Redação Juruá Online

A Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul descartou, nesta semana, a suspeita de sarampo que vinha sendo investigada na cidade. A apuração foi iniciada após o surgimento de um caso com sintomas compatíveis com a doença, o que exigiu uma resposta rápida das equipes de vigilância em saúde. Após os exames e a investigação clínica, o caso foi identificado como sendo de outra condição, possivelmente catapora.

O secretário municipal de saúde, Marcelo Siqueira, explicou que a suspeita surgiu devido à semelhança dos sintomas do sarampo com os de outras doenças, como gripe, dengue e varicela. “O sarampo pode começar com sintomas gripais, como coriza e febre, além do exantema, que são lesões de pele que podem ser confundidas com alergias ou manifestações de outras enfermidades. Por isso, é importante manter a vigilância ativa e garantir o diagnóstico precoce”, disse.

A preocupação das autoridades locais também está ligada ao avanço da doença em países vizinhos. “Na Bolívia, já são mais de 100 casos confirmados, inclusive um registrado em um distrito na fronteira com o Brasil, próximo a Brasiléia”, destacou Marcelo. Com isso, a secretaria tem intensificado o monitoramento de possíveis casos suspeitos, mesmo que eles não se confirmem como sarampo, para evitar a propagação da doença.

O secretário também reforçou a importância da vacinação como principal forma de prevenção. Ele destacou que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é segura e eficaz. No entanto, por conter vírus atenuado, a aplicação em pessoas com sintomas gripais requer avaliação médica. “Se o paciente estiver em fase aguda da gripe, com febre, secreção e tosse produtiva, a vacina deve ser adiada. Mas se já estiver em fase de recuperação, com sintomas residuais, pode ser vacinado após avaliação na unidade básica de saúde”, explicou.

A imunização contra o sarampo está disponível nas Unidades Básicas de Saúde e deve ser feita, preferencialmente, em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. Crianças, adolescentes e adultos até 29 anos que não foram vacinados devem completar as duas doses, respeitando o intervalo de 30 dias. Pessoas entre 30 e 59 anos, caso não tenham recebido a vacina anteriormente, devem tomar uma dose única. Acima dos 59 anos, a vacinação não é rotineiramente indicada, mas pode ser feita com recomendação médica.

Marcelo Siqueira finalizou o alerta reforçando o papel da população na prevenção da doença. “A única maneira de garantir que o sarampo não volte a circular entre nós é com a vacinação em massa. A responsabilidade é de todos nós”, disse.

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