Redação Juruá Online
Na noite de quinta-feira, 2, uma forte chuva atingiu Cruzeiro do Sul, causando alagamentos e deslizamentos que resultaram em tragédias. O caso mais grave foi a morte de um idoso de 90 anos, no bairro Floresta, na Avenida São Paulo.
De acordo com Daniele Araújo dos Santos, nora da vítima, o deslizamento ocorreu após o muro de um vizinho desabar devido à chuva intensa. “Devido à chuva, o muro do vizinho de cima, que ficava nos fundos, desabou sobre as nossas caixas d’água, três delas com capacidade de 5.000 litros. O deslizamento ocorreu em um barranco, e a estrutura estava sobre a laje. Tudo desabou. No momento do incidente, meu sogro estava no quarto dele, orando, quando os destroços caíram em cima dele, soterrando-o. A filha dele, que estava no quarto ao lado dormindo, ficou com as pernas presas. Assim que ouvi o barulho, gritei imediatamente e chamei os vizinhos. Um deles conseguiu ajudar a retirar a filha dele. Infelizmente, meu sogro não sobreviveu”, relatou Daniele.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas ao chegar ao local, às 19h48, o paciente já estava em óbito. “Checamos sinais vitais, mas ele já estava sem pulso. O corpo foi retirado pela equipe do Corpo de Bombeiros e entregue ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários”, informou a médica plantonista Júlia Ordones.
O tenente Alisson Rogério, do Corpo de Bombeiros, explicou que a equipe precisou quebrar paredes e retirar grande quantidade de barro e concreto para acessar o local onde o idoso estava. “Quando chegamos, havia pessoas tentando ajudar. Retiramos o senhor debaixo dos escombros, mas ele já não apresentava sinais vitais. Tudo indica que o óbito ocorreu devido aos ferimentos ou à grande quantidade de água e barro.”
Além do trabalho de resgate, a residência foi interditada por questões de segurança, para evitar novos deslizamentos. O tenente destacou o esforço conjunto das equipes do SAMU, IML, Polícia Científica e guarnições dos bombeiros.
A tragédia mobilizou autoridades e levantou preocupações sobre a segurança das construções em áreas de risco, especialmente durante períodos de chuvas intensas.






